DracenaSP
46.664 habitantes · IBGE 3514403
Resumo socioambiental
Dracena/SP apresenta saneamento básico consolidado e acima dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 99,5% em 2022, superando a mediana brasileira (76,5%) e a média estadual de SP (95,2%), embora tenha registrado leve queda de 0,5% frente à série histórica de 100% mantida entre 2008 e 2021. A coleta de esgoto permanece em 100,0% (2021) e o tratamento saltou para 96,0% (2022), muito acima da mediana nacional (37,7%) e também superior à UF (69,6%), posicionando o município no percentil 88 do país — reflexo do investimento em ETEs, com 2 unidades operando desde 2020, número que já supera a mediana nacional (1 unidade).
A perda de água, indicador em que menor é melhor, caiu para 23,0% em 2022, abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (32,1%), após oscilações expressivas na década (chegou a 51,1% em 2008 e a 41,1% em 2019). Essa melhora recente indica avanço na gestão operacional do sistema, ainda que a volatilidade da série sugira necessidade de monitoramento contínuo para evitar retrocessos. No âmbito domiciliar, a coleta de resíduos alcança 96,0% dos domicílios (2022) e o destino inadequado caiu para 2,0%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima do índice da UF (1,0%).
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram 28,3% entre 2010 e 2024, chegando a 211.589 tCO₂e, com quedas expressivas em energia (-33,9%, para 72.504 tCO₂e). Contudo, as emissões de resíduos seguem em trajetória oposta, com alta de 27,3% no período, atingindo 37.304 tCO₂e em 2024 — valor muito superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), colocando o município no percentil 91. Essa contradição entre o bom desempenho no tratamento de esgoto e o crescimento das emissões de resíduos sugere que o problema está concentrado na gestão de resíduos sólidos, não no saneamento hídrico, e merece atenção prioritária dos gestores.
Na matriz energética, a potência solar instalada estabilizou em 81 MW desde 2019, valor muito acima da mediana nacional (908 kW) e da UF (1.217 MW em termos absolutos), mas sem crescimento nos últimos cinco anos, indicando estagnação em novos investimentos apesar do bom ponto de partida. Eventos climáticos extremos são pouco expressivos: houve 1 registro de cheia em 2016, acima da mediana nacional (0), e nenhuma seca observada no mesmo ano. Em síntese, Dracena exibe indicadores de saneamento e mitigação energética destacados no cenário nacional, mas o crescimento das emissões por resíduos sólidos representa o principal ponto de atenção para a agenda ambiental local.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
97.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
92.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
96.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
31.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
96.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
81 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
81 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
81 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
211.589 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
37.304 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
72.504 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
