Duas BarrasRJ

11.354 habitantes · IBGE 3301603

IA

Resumo socioambiental

Duas Barras/RJ apresenta quadro de saneamento básico preocupante, com destaque negativo para o esgotamento sanitário. A coleta de esgoto caiu para 16,4% em 2018, bem abaixo da mediana nacional (2021) de 87,8% e também da média fluminense de 72,7%, e o tratamento de esgoto zerou em 2021, após ter atingido 15,9% em 2014 — enquanto o Brasil trata em mediana 37,7% e o estado, 56,6%. Esse retrocesso é agravado pela queda expressiva na cobertura de coleta domiciliar de resíduos, que recuou de 92,3% (2010) para 60,3% (2022), posicionando o município no percentil 26 nacional, abaixo da mediana do país (76,9%) e do RJ (84,0%).

O abastecimento de água também mostra fragilidade operacional: embora a cobertura tenha saltado de 37,0% (2008) para 71,6% (2022), ainda fica abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da média estadual (89,1%). Mais grave é a perda de água na distribuição, que saltou de 16,1% (2021) para 38,8% (2022) — variação acumulada de +168,3% desde 2008 —, superando a mediana brasileira (29,9%) e aproximando-se do patamar estadual (48,6%, percentil 69). Esse salto abrupto sugere problemas de gestão da rede ou de medição, que merecem investigação prioritária, especialmente considerando que o investimento em tratamento de esgoto foi descontinuado no mesmo período.

Em contrapartida, o indicador de destinação inadequada de resíduos domiciliares melhorou significativamente, caindo de 7,7% (2010) para 3,0% (2022), ficando próximo da média do RJ (2,0%) e bem abaixo da mediana nacional (14,9%). Essa melhora, no entanto, contrasta com o aumento das emissões de resíduos no inventário de GEE, que subiram 18,0% desde 2010 e chegaram a 9.040 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 63) — indicando que a redução da destinação inadequada não necessariamente reduziu a geração ou o tratamento inadequado de resíduos em aterro.

No campo climático, as emissões totais de GEE do município caíram para 76.498 tCO₂e em 2024, praticamente estável frente a 2010 (+0,5%) e abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 32), refletindo trajetória favorável quando comparada ao pico de 167.353 tCO₂e em 2017. Já as emissões de energia cresceram 41,7% no período, atingindo 10.607 tCO₂e em 2024, ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016, mas a ausência de séries mais recentes limita a avaliação da resiliência hídrica atual do município, que já demonstra sinais de estresse na gestão da rede de abastecimento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

71.9%

2024

49
109.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

16.4%

2018

10.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

Perda de água

SNIS/SINISA

30.0%

2024

48
622.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

60.3%

2022

26
34.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.0%

2022

84
61.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

76.498 tCO₂e

2024

68
0.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.040 tCO₂e

2024

37
18.0% no período

Emissões de energia

SEEG

10.607 tCO₂e

2024

63
41.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.