Duas EstradasPB

3.377 habitantes · IBGE 2505808

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Resumo socioambiental

Duas Estradas/PB apresenta deterioração acentuada na infraestrutura de saneamento básico, com destaque negativo para a cobertura de água, que caiu de 100,0% em 2021-2022 para 68,9% em 2024 — uma regressão de 20% no período recente que colocou o município abaixo da mediana nacional (73,2%), embora ainda acima da UF (59,5%), no percentil 44. Mais preocupante é a evolução da perda de água, que saltou de patamares baixos (3,5% em 2010) para 48,9% em 2024, um aumento de mais de 1.300% desde o início da série, superando tanto a mediana nacional (29,1%) quanto a média estadual (41,7%), situando o município no percentil 82 — entre os piores do país nesse quesito. Essa combinação sugere falhas operacionais na rede de distribuição, com perdas físicas comprometendo a capacidade de universalizar o acesso à água tratada.

Na gestão de resíduos sólidos, o quadro é misto: a coleta domiciliar avançou de 79,0% (2010) para 81,0% (2022), superando a mediana nacional (76,9%), mas ainda abaixo da UF (79,6%) fica invertido — na verdade o município supera a UF. Por outro lado, o destino inadequado de resíduos, embora tenha recuado de 21,0% para 16,2% no mesmo período, permanece acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), indicando que ainda há parcela relevante de domicílios sem destinação adequada. Essa lacuna dialoga com o aumento de 32% nas emissões de GEE por resíduos (de 1.135 para 1.498 tCO₂e entre 2010 e 2024), sinalizando que a gestão de resíduos não acompanhou a melhoria observada na coleta.

Em termos de emissões totais de GEE, o município mantém participação marginal no cenário nacional, com 13.176 tCO₂e em 2024 (percentil 6, muito abaixo da mediana nacional de 138.513 tCO₂e), refletindo o pequeno porte populacional. As emissões de energia caíram 26,2% na década (de 2.564 para 1.893 tCO₂e), enquanto as de resíduos cresceram, indicando que o setor de saneamento é hoje o principal vetor de pressão ambiental local, em contraste com a trajetória de descarbonização do setor energético.

Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheias em 2016, mas há 8 registros de seca observada no mesmo ano, colocando o município no percentil 83 nacional para esse indicador — abaixo da média estadual de 2.866 registros, mas ainda relevante localmente. Diante desse cenário, recomenda-se priorizar investimentos emergenciais na redução de perdas na rede de água e na ampliação da destinação adequada de resíduos, dado que ambos os indicadores apresentam trajetória de piora e desempenho abaixo do esperado frente aos parâmetros nacionais e estaduais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

68.9%

2024

44
20.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

48.9%

2024

18
1308.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.0%

2022

58
2.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.2%

2022

48
23.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

13.176 tCO₂e

2024

94
2.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.498 tCO₂e

2024

94
32.0% no período

Emissões de energia

SEEG

1.893 tCO₂e

2024

94
26.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

8

2016

17
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.