DumontSP
9.719 habitantes · IBGE 3514601
Resumo socioambiental
Dumont/SP apresenta saneamento básico consolidado, com destaque para a cobertura de água que atingiu 100,0% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (95,2%), posicionando o município no percentil 100 do país. A coleta de esgoto também é elevada, em 95,3% (2017), acima da mediana nacional (87,8%) e da UF (94,6%), embora tenha recuado 4,7% desde 2010, quando chegava a 100%. O indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares corrobora esse quadro positivo, com apenas 1,1% dos domicílios nessa condição em 2022, bem abaixo da mediana nacional (14,9%), ainda que ligeiramente acima do valor da UF (1,0%).
Por outro lado, dois pontos merecem atenção dos gestores. A perda de água no sistema de distribuição subiu para 38,0% em 2022, um aumento de 8,6% em relação a 2010, superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a média estadual (32,1%) — indicando ineficiência operacional que pode comprometer a sustentabilidade do abastecimento apesar da cobertura universal. Além disso, o tratamento de esgoto caiu para 80,0% em 2022, uma queda de 12% frente aos picos históricos de 100% registrados entre 2012 e 2015, sinalizando possível defasagem na capacidade de tratamento frente à coleta, mesmo mantendo-se acima da mediana nacional (37,7%) e da UF (69,6%), com apenas uma ETE em operação no município (dado de 2020).
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 83.334 tCO₂e em 2024, com alta de 41,5% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 35. O setor de energia foi o principal motor desse crescimento, com emissões subindo 88,3% no período, para 44.556 tCO₂e, superando a mediana nacional e situando-se no percentil 68 — reflexo provável da expansão de atividades urbanas e industriais. As emissões de resíduos, por sua vez, cresceram de forma mais moderada (+26,4%, para 4.859 tCO₂e), mantendo-se abaixo da mediana nacional, o que é coerente com os bons indicadores de coleta e destinação adequada de resíduos domiciliares.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, embora a UF tenha registrado ocorrências expressivas no período (235 cheias e 59 secas), sugerindo ausência de dados mais recentes para uma avaliação atualizada de riscos hidroclimáticos locais. Em síntese, Dumont exibe indicadores de saneamento superiores à média nacional e estadual, mas enfrenta desafios crescentes de eficiência hídrica e de emissões energéticas que demandam monitoramento e investimento continuado.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
95.3%
2017
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
80.0%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
38.0%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
98.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
83.334 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.859 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
44.556 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
