DurandéMG
8.038 habitantes · IBGE 3123528
Resumo socioambiental
Durandé/MG apresenta quadro crítico em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu apenas 32,6% em 2024, colocando o município no percentil 8 do país — muito distante da mediana nacional (73,2%) e de Minas Gerais (83,3%). A série histórica mostra estagnação desde 2010, sem sinais de investimento estrutural capaz de ampliar o acesso. O tratamento de esgoto é ainda mais grave: 0,0% em todos os anos da série (2011-2024), enquanto a mediana nacional é de 33,3% e a mineira, 44,6%. Todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que representa risco sanitário e ambiental relevante para os recursos hídricos locais.
A coleta de esgoto, que se manteve próxima de 100% entre 2011 e 2019, sofreu queda abrupta para 47,8% em 2023 e recuperação parcial para 63,3% em 2024 — ainda assim, 36,7% abaixo do início da série. Esse colapso é corroborado pelo Censo IBGE: domicílios com coleta caíram de 52,4% (2010) para 17,6% (2022), no percentil 1 nacional, enquanto o destino inadequado de dejetos subiu para 18,4% (2022), acima da mediana do país (14,9%) e muito superior à média mineira (7,4%). Esses dados sugerem desestruturação do sistema de esgotamento sanitário na última década, com possível desativação ou falha operacional não compensada por novos investimentos. Um ponto positivo é a perda de água na distribuição, que recuou para 21,9% em 2024 (percentil 30, melhor que a mediana nacional de 29,1%), indicando alguma eficiência na gestão da rede, ainda que a cobertura permaneça insuficiente.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 67.963 tCO₂e em 2024, com queda de 5,4% frente ao ano anterior e valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 29. Contudo, as emissões de resíduos cresceram 18,6% na década, atingindo 4.175 tCO₂e em 2024 — tendência coerente com a precariedade do esgotamento sanitário e do manejo de dejetos observada nos indicadores de saneamento. As emissões de energia também cresceram de forma expressiva (+48,2%), refletindo maior demanda energética municipal, embora ainda distantes da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Em síntese, Durandé enfrenta um desafio estrutural duplo: baixíssima cobertura de água e tratamento de esgoto nulo, agravado pelo retrocesso recente na coleta domiciliar de dejetos. A ausência de tratamento de esgoto, combinada ao aumento das emissões de resíduos, aponta para um ciclo de degradação ambiental que demanda intervenção prioritária em infraestrutura sanitária, sob risco de comprometer tanto a saúde pública quanto os corpos hídricos do município.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
32.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
63.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
21.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
17.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
18.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
67.963 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.175 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
8.130 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
