EcoporangaES

22.670 habitantes · IBGE 3202108

IA

Resumo socioambiental

Ecoporanga apresenta um quadro de saneamento básico bastante deficitário em relação ao restante do país. A cobertura de água atingiu 65,3% em 2024, com avanço de +14,9% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média capixaba (78,1%), posicionando o município no percentil 39. A situação mais crítica está na coleta de esgoto, de apenas 10,8% (2024), muito aquém da mediana nacional (59,9%) e do Espírito Santo (57,6%), colocando Ecoporanga no percentil 9 — entre os piores do país. O tratamento de esgoto, em 12,5%, também é baixo frente à mediana nacional (33,3%) e estadual (43,5%). Essa fragilidade se reflete nos dados do Censo: 30,2% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos (2022), quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima da média do ES (6,9%), situando o município no percentil 74 de piores desempenhos, apesar da melhora de -23,4% desde 2010.

A perda de água na distribuição, de 24,1% em 2024, é relativamente favorável, ficando abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (31,7%), com percentil 36 — indicando eficiência operacional razoável no sistema de abastecimento, mesmo diante da baixa cobertura de esgotamento sanitário. Essa combinação sugere que os investimentos em água tiveram resultados mais consistentes do que os direcionados ao esgotamento sanitário, que permanece como o principal gargalo ambiental do município.

No âmbito climático, as emissões totais de GEE somaram 615.741 tCO₂e em 2024, com redução de -21,9% frente a 2010, mas ainda muito superiores à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 84 — entre os maiores emissores relativos do país, provavelmente associado a atividades agropecuárias e de uso da terra. As emissões por resíduos, de 13.146 tCO₂e, cresceram +11,4% na série histórica e são mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), reforçando a relação entre a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto e a geração de emissões associadas ao manejo inadequado de resíduos. As emissões de energia, de 26.344 tCO₂e, cresceram significativamente (+30,6%) desde 2010, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Do ponto de vista de eventos hidrológicos extremos, o município registrou 3 ocorrências de cheia e 3 de seca em 2016, ambas acima da mediana nacional (0 registros), com percentis elevados (93 e 68, respectivamente), indicando vulnerabilidade a extremos climáticos que pode se agravar diante da infraestrutura sanitária ainda insuficiente. Em síntese, Ecoporanga necessita priorizar investimentos em coleta e tratamento de esgoto, dado seu impacto direto na saúde pública, nas emissões de resíduos e na resiliência a eventos climáticos extremos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

65.3%

2024

39
14.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

10.8%

2024

9

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

12.5%

2024

35

Perda de água

SNIS/SINISA

24.1%

2024

64
3.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

58.3%

2022

24
3.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

30.2%

2022

26
23.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

615.741 tCO₂e

2024

16
21.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.146 tCO₂e

2024

26
11.4% no período

Emissões de energia

SEEG

26.344 tCO₂e

2024

43
30.6% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.