Eldorado do CarajásPA
29.425 habitantes · IBGE 1502954
Resumo socioambiental
Eldorado do Carajás apresenta um quadro de saneamento básico crítico e distante da média nacional. A cobertura de água atingiu 41,9% em 2024, valor inferior à mediana brasileira de 73,2% e também abaixo da média do Pará (50,9%), posicionando o município no percentil 14 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Chama atenção a trajetória recente: após atingir 57,1% em 2021, a cobertura recuou para 41,9% em 2024, indicando retrocesso na expansão da rede. A coleta de esgoto é praticamente inexistente, com apenas 4,3% registrado desde 2009, sem atualização posterior, enquanto a mediana nacional é de 59,9%. Coerente com esse cenário, o Censo de 2022 mostra que 40,6% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos, taxa muito superior à mediana nacional (14,9%) e à média estadual (23,2%), colocando o município no percentil 86 (entre os piores do país), apesar da melhora expressiva frente aos 67,9% de 2010.
A perda de água na distribuição, de 30,6% em 2024, está próxima da mediana nacional (29,1%) e é bem inferior à média do Pará (51,8%), sugerindo que a gestão operacional da rede existente é relativamente eficiente, ainda que a baixa cobertura limite o alcance dos benefícios. Essa combinação — baixa cobertura de água, esgoto quase inexistente e alto índice de destinação inadequada de resíduos — indica que os investimentos em saneamento básico não acompanharam o crescimento populacional nem as necessidades estruturais do município, com efeitos diretos sobre saúde pública e qualidade ambiental.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 1.203.892 tCO₂e em 2024, com queda de 48,6% desde 2010, mas ainda 91% acima da mediana nacional, refletindo o peso do uso do solo e da pecuária típicos da região amazônica. As emissões de resíduos, por outro lado, cresceram 69,9% no período, atingindo 22.954 tCO₂e em 2024 (percentil 85), acompanhando o aumento populacional e a ausência de coleta e destinação adequada de esgoto e lixo — uma relação direta entre a precariedade do saneamento e o incremento das emissões desse setor. As emissões de energia dispararam 456,5% desde 2010, alcançando 182.254 tCO₂e em 2024, o que sinaliza expansão do consumo energético municipal muito acima da média nacional (percentil 89).
Por fim, o único registro de eventos hidrológicos extremos disponível é de 2016, quando o município registrou 3 ocorrências de cheia, valor acima da mediana nacional (0) e no percentil 93, indicando vulnerabilidade a eventos climáticos extremos, sem dados de seca no mesmo período. Não há atualizações mais recentes desse indicador, o que limita a análise da evolução do risco hidrológico. Em conjunto, os dados apontam para a necessidade urgente de investimentos em saneamento básico, particularmente em coleta e tratamento de esgoto, e maior monitoramento das emissões associadas ao consumo energético.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
41.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
4.3%
2009
Perda de água
SNIS/SINISA
30.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
57.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
40.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.203.892 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
22.954 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
182.254 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
