Eldorado do SulRS
40.954 habitantes · IBGE 4306767
Resumo socioambiental
Eldorado do Sul/RS apresenta um quadro socioambiental de contrastes marcantes entre saneamento de água e saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 96,3% em 2022, avanço expressivo de +56,5% desde 2008, superando a mediana nacional (76,5%) e a média do Rio Grande do Sul (88,1%), colocando o município no percentil 80 do país. Já a coleta de esgoto está em apenas 17,9% (2021) e o tratamento em 19,0% (2022) — ambos muito abaixo da mediana nacional (87,8% e 37,7%, respectivamente) e também inferiores à média gaúcha, posicionando o município nos percentis 11 e 40. Essa defasagem no esgotamento sanitário é preocupante, especialmente porque a perda de água na distribuição, embora em queda (-35,8% desde 2008), ainda é de 34,3% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%), indicando ineficiência operacional que compromete os ganhos obtidos na cobertura.
No manejo de resíduos sólidos, os indicadores domiciliares são positivos: 97,9% dos domicílios têm coleta (2022) e apenas 1,4% apresentam destinação inadequada, ambos muito melhores que as medianas nacionais (76,9% e 14,9%) e situando o município nos percentis 98 e 9 (favoráveis). Contudo, essa boa gestão domiciliar contrasta com a infraestrutura de destinação final, limitada a apenas 1 unidade licenciada (2024), estagnada desde 2012 e muito inferior às 63 unidades da média estadual — o que sugere dependência de estruturas externas ao município.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE alcançaram 472.787 tCO₂e em 2024, alta de +53,3% desde 2010, situando o município no percentil 79 nacional. As emissões de energia dominam esse crescimento, com 180.586 tCO₂e (+59,2%) e percentil 88, refletindo provavelmente o perfil industrial e urbano do município. As emissões de resíduos, de 18.195 tCO₂e (+41,2%), também estão acima da mediana nacional (percentil 81), e sua trajetória ascendente é coerente com a baixa cobertura de tratamento de esgoto, indicando que os investimentos em saneamento não têm acompanhado o crescimento das emissões associadas a resíduos e efluentes.
A capacidade de geração solar está estagnada em 200 kW desde 2022, muito abaixo da mediana nacional (908 kW) e no percentil 18, evidenciando baixa diversificação da matriz energética local frente ao aumento das emissões de energia. Em relação a eventos hidrológicos, há registro de 2 ocorrências de cheia em 2016 (dado mais recente disponível), acima da mediana nacional (0), enquanto não há registros de seca no mesmo ano. Em síntese, o município avançou consideravelmente no abastecimento de água e na gestão de resíduos domiciliares, mas enfrenta desafios estruturais relevantes no esgotamento sanitário, na eficiência hídrica e na trajetória de emissões, que demandam investimentos coordenados para reverter tendências de deterioração ambiental.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
93.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
20.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
23.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
20.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
97.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.4%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
200 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
200 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
200 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
472.787 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
18.195 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
180.586 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
