EldoradoMS
11.633 habitantes · IBGE 5003751
Resumo socioambiental
Eldorado/MS apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços pontuais em água e emissões, mas fragilidades estruturais em saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 84,2% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima da média estadual (86,0%), posicionando o município no percentil 62. Já a coleta de esgoto é o ponto mais crítico do dossiê: apenas 28,8% em 2021, muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e também da UF (70,5%), colocando Eldorado no percentil 16 — um dos indicadores mais defasados do município. O tratamento de esgoto, embora tenha crescido +48,9% desde 2015, alcançou apenas 17,6% em 2022, ainda distante da mediana nacional (37,7%) e do patamar estadual (52,2%), apesar de o município contar com 2 ETEs instaladas (percentil 89 nacional), o que sugere subutilização da capacidade instalada frente à baixa coleta.
A perda de água na distribuição, embora tenha crescido +60,8% desde 2008 e chegado a 23,6% em 2022, ainda está abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (31,2%), indicando eficiência relativa superior à média, mas com tendência de piora recente que merece atenção. No manejo de resíduos domiciliares, houve melhora expressiva: a coleta chegou a 88,2% dos domicílios em 2022 (empatada com a UF, percentil 73) e o destino inadequado caiu para 10,7%, uma redução de -40,2% desde 2010, embora ainda acima do padrão estadual (9,8%).
No campo climático, as emissões totais de GEE recuaram -30,3% entre 2010 e 2024, chegando a 214.096 tCO₂e, mas o município permanece acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 62). Chama atenção a trajetória oposta das emissões por resíduos, que mais que dobraram (+108,2%) no período, atingindo 6.972 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) —, o que dialoga diretamente com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e reforça a necessidade de investimentos integrados em saneamento e gestão de resíduos. As emissões de energia também cresceram (+18,0%), somando pressão ao balanço de emissões do município.
Do ponto de vista hidroclimático, os registros de 2016 indicam 1 evento de cheia e 4 de seca, valores pontuais mas relevantes diante da mediana nacional zero, embora ainda distantes da magnitude estadual (76 cheias e 109 secas). Em síntese, Eldorado avançou em cobertura de água e gestão de resíduos domiciliares, mas o gargalo em coleta e tratamento de esgoto é o principal desafio socioambiental do município, com reflexos diretos no aumento das emissões de resíduos e no potencial de agravamento de passivos ambientais se não houver ampliação dos investimentos em infraestrutura sanitária.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
83.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
21.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
20.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
19.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
88.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
10.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
214.096 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.972 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
23.392 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
