Elias FaustoSP
18.103 habitantes · IBGE 3514908
Resumo socioambiental
Elias Fausto/SP apresenta um saneamento robusto no eixo esgotamento sanitário, mas revela sinais preocupantes na cobertura de água e, sobretudo, na coleta domiciliar de resíduos. A coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021 e o tratamento também chegou a 100,0% em 2022, ambos no percentil 100 nacional e muito acima das medianas do Brasil (87,8% e 37,7%, respectivamente) e da própria média do estado de São Paulo (94,6% e 69,6%). Essa universalização, sustentada por apenas 1 ETE (2020, percentil 77 nacional), é coerente com a queda expressiva das perdas de água, que recuaram de 40,1% (2008) para 19,9% (2022) — variação de -50,3% — colocando o município em situação melhor que a mediana nacional (29,9%) e que a média estadual (32,1%).
Por outro lado, a cobertura de água mostra um recuo abrupto no último dado disponível: após atingir 90,3% em 2021, caiu para 75,4% em 2022, ficando próxima da mediana nacional (76,5%) mas bem abaixo da média paulista (95,2%, percentil 49). Essa reversão contrasta com a trajetória histórica de melhora contínua e merece investigação, pois pode refletir mudança metodológica ou problema real de atendimento. Mais grave é o indicador de domicílios com coleta de resíduos, que despencou de 94,0% (2010) para apenas 6,9% (2022) — variação de -92,7%, posicionando o município no percentil 0 nacional, muito distante da mediana do país (76,9%) e da UF (89,7%). Ainda assim, o destino inadequado de resíduos é baixo (1,3% em 2022, percentil 8), sugerindo possível inconsistência entre as duas métricas do Censo que merece checagem local, já que há apenas 1 unidade de destinação registrada (2025).
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 146.073 tCO₂e em 2024, com alta de 10,4% desde 2010, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 52). As emissões de energia (64.639 tCO₂e, +15,2%) e de resíduos (11.023 tCO₂e, +36,0%) cresceram de forma mais acentuada que o total, e ambas superam consideravelmente as medianas nacionais (18.929 e 6.191 tCO₂e), indicando que o setor de resíduos, mesmo com baixo índice de destinação inadequada, tem sido fonte crescente de emissões — possivelmente ligada à disposição final praticada localmente. A capacidade de geração por biomassa permanece estável em 4 MW desde 2010, sem expansão, ligeiramente abaixo da mediana nacional (5 MW).
Em síntese, Elias Fausto destaca-se positivamente em esgotamento sanitário e controle de perdas de água, mas enfrenta desafios relevantes na universalização da coleta de resíduos domiciliares e na manutenção da cobertura de água, além de uma trajetória ascendente de emissões de GEE acima da mediana nacional. Recomenda-se priorizar a checagem dos dados de coleta de resíduos e água de 2022, e articular investimentos em gestão de resíduos com metas de mitigação de emissões, dado o crescimento mais acelerado desse setor frente ao total municip
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
84.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
79.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2023
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
19.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
6.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
4 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
146.073 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.023 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
64.639 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
