EmasPB

3.053 habitantes · IBGE 2505907

IA

Resumo socioambiental

Emas/PB apresenta quadro de saneamento básico frágil e em deterioração recente. A cobertura de água caiu para 55,8% em 2024, recuo de 18,9% frente ao início da série e valor abaixo tanto da mediana nacional (73,2%) quanto da média estadual (59,5%), posicionando o município no percentil 26 do país. A perda de água na distribuição, embora tenha recuado para 32,2% em 2024 (queda de 22% no período), ainda supera a mediana nacional (29,1%), indicando ineficiência operacional que compromete a própria queda de cobertura observada. Os dados de esgotamento sanitário, estagnados desde 2012 (última atualização disponível), mostram coleta de 51,0% e tratamento de 0,0%, este último bem distante da mediana nacional (33,3%) e do patamar estadual (47,7%), configurando lacuna estrutural relevante.

No que se refere a resíduos sólidos domiciliares, houve avanço na coleta, que passou de 68,4% (2010) para 76,8% (2022), praticamente equiparando o município à mediana nacional (76,9%), embora ainda atrás da UF (79,6%). Ainda assim, 23,2% dos domicílios permanecem com destino inadequado de resíduos em 2022 — acima da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (15,4%) —, o que ajuda a explicar por que as emissões de resíduos seguem em trajetória de alta, atingindo 1.730 tCO₂e em 2024 (+32,7% desde 2010), na contramão da tendência geral de redução das emissões totais do município.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram significativamente, de 36.614 tCO₂e (2010) para 17.924 tCO₂e em 2024 (-51%), posicionando Emas no percentil 7 nacional — ou seja, entre os municípios de menor pegada de carbono do país. Contudo, as emissões de energia cresceram de forma acentuada, saltando de 337 para 846 tCO₂e no período (+151,1%), sinalizando aumento do consumo energético que merece monitoramento, ainda que o valor absoluto permaneça baixo frente à mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em relação a eventos hidrológicos, o único registro disponível (2016) aponta ausência de cheias, mas 11 registros de seca, colocando o município no percentil 88 estadual de ocorrência de estiagem — dado relevante frente à limitada cobertura e às perdas na rede de água, que juntas ampliam a vulnerabilidade hídrica local. O conjunto de indicadores sugere que investimentos em infraestrutura de saneamento, sobretudo tratamento de esgoto e redução de perdas, são prioritários para reverter a tendência recente de queda na cobertura de água e mitigar riscos associados à escassez hídrica.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

55.8%

2024

26
18.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

51.0%

2012

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2012

Perda de água

SNIS/SINISA

32.2%

2024

43
22.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

76.8%

2022

50
12.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

23.2%

2022

35
26.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

17.924 tCO₂e

2024

93
51.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.730 tCO₂e

2024

91
32.7% no período

Emissões de energia

SEEG

846 tCO₂e

2024

98
151.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.