EncantadoRS

23.494 habitantes · IBGE 4306809

IA

Resumo socioambiental

Encantado apresenta saneamento básico consolidado, mas com sinais de deterioração na gestão da água que merecem atenção prioritária. A cobertura de água atingiu 87,5% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima da média do RS (88,1%), posicionando o município no percentil 66. Contudo, a perda de água saltou para 44,9% em 2022 — o pior valor da série histórica, com alta de 49,6% desde 2008 e um salto abrupto em relação a 2021 (34,5%). Esse indicador supera tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a média gaúcha (36,5%), colocando o município no percentil 78 (quanto maior, pior), o que sinaliza perdas físicas ou de faturamento crescentes na rede e a necessidade de investimento em infraestrutura hídrica.

Na gestão de resíduos sólidos, o desempenho é positivo: 97,6% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (82,7%), enquanto o destino inadequado caiu para 1,9%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (4,5%). Esse bom resultado operacional, entretanto, não se traduz em menor pegada de carbono: as emissões de resíduos alcançaram 15.940 tCO₂e em 2024, quase três vezes a mediana nacional (5.787 tCO₂e), sugerindo que o volume de resíduos gerado e tratado no município é proporcionalmente elevado frente ao padrão nacional.

O quadro de emissões totais é o ponto mais crítico do dossiê. As emissões de GEE somaram 480.768 tCO₂e em 2024, um salto de 195,1% em relação a 2010 e quase quatro vezes acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 79. As emissões de energia também cresceram 42,2% no período, atingindo 66.110 tCO₂e, mais de três vezes a mediana nacional. Vale notar que a potência térmica fóssil instalada permanece estável em 730 kW desde 2011, muito abaixo da mediana nacional (5 MW), o que indica que o aumento expressivo das emissões em 2024 provavelmente decorre de outros setores (agropecuária, mudança de uso da terra ou processos industriais) e não da geração elétrica local, demandando investigação mais detalhada da composição setorial.

Quanto a eventos hidrológicos, o município registrou 3 ocorrências de cheia e 3 de seca em 2016, ambos acima da mediana nacional (0), com percentis 93 e 68 respectivamente — indicando maior exposição a extremos hídricos que a média do país. Ainda assim, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (5.000) supera tanto a mediana nacional (4.000) quanto a média do RS (3.895), sugerindo relativa resiliência estrutural de longo prazo, desde que as perdas crescentes na rede de água sejam contidas.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.5%

2024

69
3.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

45.0%

2024

22
54.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

97.6%

2022

97
0.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.9%

2022

89
40.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

730 kW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

480.768 tCO₂e

2024

21
195.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

15.940 tCO₂e

2024

21
9.0% no período

Emissões de energia

SEEG

66.110 tCO₂e

2024

25
42.2% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.