Encruzilhada do SulRS
24.280 habitantes · IBGE 4306908
Resumo socioambiental
Encruzilhada do Sul apresenta o quadro de saneamento mais crítico entre os indicadores do dossiê: a coleta de esgoto estagnou em 3,0% (2021), muito abaixo da mediana nacional de 87,8% e mesmo da mediana estadual de 49,5%, posicionando o município no percentil 3 do país. O tratamento de esgoto é 0,0% desde o início da série (2009–2022), enquanto a mediana nacional é de 37,7%. Já a cobertura de água evoluiu de forma mais consistente, saindo de 63,4% (2008) para 77,0% (2022), ficando praticamente equivalente à mediana nacional (76,5%), embora ainda abaixo do patamar gaúcho (88,1%). A perda de água na distribuição, de 25,5% (2022), é inferior à mediana nacional (29,9%) e à do RS (36,5%), indicando eficiência operacional relativamente melhor que a média, mas insuficiente para compensar a ausência quase total de tratamento de esgoto — um descompasso que expõe risco sanitário e ambiental relevante, especialmente para corpos hídricos receptores.
No recorte censitário, o acesso domiciliar à coleta de resíduos avançou de 71,2% (2010) para 79,7% (2022), superando a mediana nacional (76,9%) e aproximando-se da média estadual (82,7%). Por outro lado, a destinação inadequada de resíduos ainda atinge 17,5% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e muito superior à do RS (4,5%), sinalizando que parte da população segue sem coleta adequada. Essa lacuna dialoga com a trajetória das emissões de resíduos, que cresceram 20,3% entre 2010 e 2024, chegando a 9.663 tCO₂e — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 65. O crescimento simultâneo da cobertura de coleta e das emissões de resíduos sugere aumento do volume gerado e tratado predominantemente em aterros ou disposição sem captura de metano.
O perfil de emissões totais de GEE é o traço mais marcante do município: 1.125.645 tCO₂e em 2024, com forte volatilidade histórica (pico de 2,95 milhões de tCO₂e em 2021) e percentil 91 no ranking nacional, refletindo o peso do setor rural/agropecuário típico da região. As emissões de energia também cresceram 28,0% no período, atingindo 47.551 tCO₂e (2024), acima da mediana nacional e no percentil 69, mesmo com potência instalada de fontes renováveis estagnada — hidráulica em 5 MW desde 2014 e biomassa em 4 MW desde 2017, ambas abaixo das medianas nacionais (10 MW e 5 MW, respectivamente).
Em síntese, o município evoluiu moderadamente em cobertura de água e coleta de resíduos, mas mantém lacunas estruturais graves em esgotamento sanitário — sem qualquer tratamento — e emissões elevadas de GEE relativas ao porte populacional. Os registros de cheia (1) e seca (5) em 2016, embora pontuais na série disponível, reforçam a exposição a eventos hidroclimáticos extremos, tornando prioritário o investimento em infraestrutura de tratamento de esgoto e em fontes energéticas renová
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
74.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
2.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
2.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
30.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
79.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
17.5%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
8 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
5 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.125.645 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.663 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
47.551 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
