Engenho VelhoRS
1.317 habitantes · IBGE 4306924
Resumo socioambiental
Engenho Velho apresenta desempenho de saneamento superior à média nacional, com cobertura de água de 99,6% em 2022 — bem acima da mediana brasileira de 76,5% e do valor do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 88. A perda de água, contudo, vem crescendo desde 2014 (de 7,6% para 14,7% em 2022), embora ainda esteja abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (36,5%), colocando o município no percentil 13 — ou seja, entre os que menos desperdiçam água no país, apesar da tendência recente de alta que merece atenção operacional.
Na gestão de resíduos sólidos, houve avanço expressivo na última década: a coleta domiciliar subiu de 63,7% (2010) para 81,0% (2022), reduzindo o destino inadequado de 36,3% para 19,1% no mesmo período. Ainda assim, o percentual de destinação inadequada permanece acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima do RS (4,5%), indicando que, mesmo com melhora significativa, o município ainda tem espaço para avançar frente aos pares estaduais. Essa realidade se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram 13,4% entre 2010 e 2024 (de 589 para 669 tCO₂e), na contramão da queda observada nas emissões totais do município.
As emissões totais de GEE caíram 71,0% entre 2010 e 2024 (de 18.731 para 5.432 tCO₂e), colocando Engenho Velho no percentil 4 nacional — ou seja, entre os municípios com menor volume de emissões absolutas do país, resultado coerente com o pequeno porte populacional (~1.317 habitantes). As emissões de energia também são baixas em termos absolutos (1.061 tCO₂e em 2024, percentil 3), mas cresceram 7,0% na série, movimento oposto ao da queda geral, sugerindo que a redução total foi puxada por outros setores (provavelmente mudança de uso da terra ou agropecuária, não detalhados neste dossiê).
Quanto a eventos hidrológicos, o único ano com dados (2016) registrou 3 ocorrências de cheia e 6 de seca, valores que posicionam o município nos percentis 93 e 79 respectivamente frente ao Brasil — indicando exposição relevante a eventos extremos, ainda que a série histórica limitada (um único ano) não permita avaliar tendência. Esse dado reforça a importância de monitorar a infraestrutura de água, já que perdas crescentes na rede podem se agravar diante de estresse hídrico local.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
70.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
16.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
81.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
19.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
5.432 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
669 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.061 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
6
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
