Entre RiosBA

39.902 habitantes · IBGE 2910503

IA

Resumo socioambiental

Entre Rios/BA apresenta um quadro socioambiental preocupante, marcado sobretudo pela quase total ausência de coleta de esgoto: 0,0% em 2021, posicionando o município no percentil 1 nacional, muito abaixo da mediana do Brasil (87,8%) e mesmo da UF (63,0%). O tratamento de esgoto, embora tenha evoluído de 5,8% em 2008 para 21,5% em 2022, segue inferior à mediana nacional (37,7%) e à média baiana (53,1%), evidenciando um gargalo estrutural no saneamento que se reflete também nos indicadores de resíduos domiciliares: 15,1% dos domicílios ainda têm destino inadequado de lixo (2022), próximo à mediana nacional (14,9%), mas com melhora expressiva desde 2010 (-32,6%).

O abastecimento de água mostra retrocesso recente relevante: a cobertura caiu de 86,8% (2021) para 61,8% em 2022, uma queda de -20,0% que reverte anos de ganhos e coloca o município no percentil 32, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (80,7%). Esse recuo é agravado pela perda de água na distribuição, que atinge 32,7% (2022), acima da mediana nacional (29,9%), embora ligeiramente inferior à média estadual (35,0%). A combinação de queda de cobertura com perdas elevadas sugere problemas de gestão operacional dos sistemas de abastecimento, exigindo atenção prioritária.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 592.719 tCO₂e em 2024, com alta de +48,3% em relação a 2023, situando o município no percentil 83 nacional — muito acima da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e). As emissões de energia (90.933 tCO₂e, percentil 80) e de resíduos (14.522 tCO₂e, percentil 76) também superam substancialmente as medianas nacionais, esta última coerente com a fragilidade do saneamento básico local, já que a deficiência no tratamento de esgoto e na destinação de resíduos tende a intensificar as emissões do setor.

Por fim, os registros de eventos extremos (1 cheia e 3 secas em 2016) posicionam Entre Rios acima da mediana nacional (0 em ambos os casos), embora os dados sejam pontuais e datados. Em conjunto, os indicadores apontam para a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura de água e esgoto — especialmente na redução de perdas e ampliação do tratamento — como medida capaz de mitigar simultaneamente riscos sanitários, emissões de resíduos e vulnerabilidade a eventos hidrológicos extremos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

61.8%

2022

32
20.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

1

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

21.5%

2022

41
272.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

32.7%

2022

44
435.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

79.0%

2022

54
1.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

15.1%

2022

50
32.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

592.719 tCO₂e

2024

17
48.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.522 tCO₂e

2024

24
66.1% no período

Emissões de energia

SEEG

90.933 tCO₂e

2024

20
36.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.