Entre Rios de MinasMG

15.120 habitantes · IBGE 3123908

IA

Resumo socioambiental

Entre Rios de Minas apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços relevantes em coleta de esgoto e resíduos sólidos, mas fragilidades importantes em abastecimento de água e, principalmente, no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 70,3% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 42 — além disso, houve queda de 9,9% em relação a valores históricos mais altos registrados em 2008-2009. Já a coleta de esgoto evoluiu para 97,0% em 2021 (percentil 62, acima da mediana nacional de 87,8% e da UF), mas esse avanço não se traduz em qualidade ambiental, pois o tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde 2011, contra uma mediana nacional de 37,7% e estadual de 44,5%. Esse descompasso entre coleta e tratamento indica que o esgoto captado é lançado sem tratamento, com potencial impacto direto em corpos hídricos.

Na gestão de resíduos, houve melhoria expressiva: o destino inadequado de domicílios caiu de 22,3% (2010) para 6,7% (2022), redução de 70%, e a coleta domiciliar subiu para 85,9%, superando a mediana nacional (76,9%) e aproximando-se da média mineira (86,1%). Por outro lado, as emissões de resíduos cresceram 36,7% desde 2010, chegando a 9.058 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 65) — um sinal de que a maior cobertura de coleta pode estar elevando a geração de metano em aterros ou lixões sem captura adequada de gases.

No campo energético, as emissões saltaram 59,4% entre 2010 e 2024, atingindo 30.409 tCO₂e, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 60), com forte aceleração em 2023-2024. Já as emissões totais de GEE caíram 20,3% no período, para 100.836 tCO₂e em 2024, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 40). Quanto a eventos hídricos, o município registrou 2 ocorrências de cheia em 2016 (percentil 87, indicando maior exposição que a maioria dos municípios), sem registros de seca, e mantém índice de segurança hídrica de 4,000 para 2035, em linha com a mediana nacional e superior à média estadual (3,694). Em síntese, o município precisa priorizar investimentos em tratamento de esgoto e controle de emissões de resíduos e energia, mantendo os ganhos já obtidos em coleta e abastecimento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

74.7%

2024

52
7.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

59.5%

2024

50
34.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

17.0%

2024

39

Perda de água

SNIS/SINISA

19.4%

2024

77
26.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.9%

2022

68
10.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.7%

2022

69
70.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

100.836 tCO₂e

2024

60
20.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.058 tCO₂e

2024

37
36.7% no período

Emissões de energia

SEEG

30.409 tCO₂e

2024

40
59.4% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.