ErebangoRS

3.121 habitantes · IBGE 4306973

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Resumo socioambiental

Erebango encerra 2022 com cobertura de água de 64,3%, abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante do patamar gaúcho (88,1%), posicionando o município no percentil 35 do país. A série histórica mostra que essa cobertura já foi superior — chegou a 75,8% em 2015 — e recuou 8,6% desde então, sugerindo estagnação ou desinvestimento na expansão da rede. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que atingiu 43,3% em 2022, bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (36,5%), colocando o município no percentil 76 (quanto maior, pior). O salto de perdas de 22,8% em 2011 para os patamares atuais indica deterioração da infraestrutura hidráulica, o que compromete a eficiência do sistema mesmo diante de cobertura já limitada.

No saneamento domiciliar, o quadro é misto: a coleta de resíduos avançou para 81,7% em 2022 (percentil 59, acima da mediana nacional de 76,9%), mas ainda abaixo da média estadual (82,7%). Por outro lado, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 17,7% dos domicílios — percentual bem superior à mediana do país (14,9%) e muito acima do Rio Grande do Sul (4,5%), apesar da melhora expressiva de 34,4% desde 2010. Essa persistência de destinação inadequada ajuda a explicar o crescimento de 45% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024, chegando a 1.803 tCO₂e — na contramão da tendência geral de queda das emissões municipais.

Em termos de clima, Erebango apresenta desempenho comparativamente positivo: as emissões totais de GEE caíram 42,2% desde 2010, fechando 2024 em 30.745 tCO₂e, muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 12. As emissões de energia também recuaram 29,4% no período, reforçando essa trajetória de baixo impacto relativo. Contudo, o setor de resíduos é a exceção, crescendo de forma consistente ano a ano, o que aponta para a necessidade de qualificar a gestão de destinação final, já que o esgotamento sanitário inadequado e o aumento de emissões de resíduos são fenômenos interligados.

Quanto a eventos hidrológicos, os registros de 2016 indicam uma seca (3 ocorrências) e uma cheia (1 ocorrência), ambos abaixo da média estadual em termos absolutos, mas relevantes dado o pequeno porte do município. Combinados às perdas de água elevadas e à cobertura estagnada, esses eventos reforçam a urgência de investimentos em infraestrutura hídrica para reduzir vulnerabilidades futuras, especialmente considerando que a UF apresenta volume expressivo desses registros no cenário nacional.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

62.9%

2024

36
4.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

50.8%

2024

16
12.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.7%

2022

59
11.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.7%

2022

44
34.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

30.745 tCO₂e

2024

88
42.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.803 tCO₂e

2024

90
45.0% no período

Emissões de energia

SEEG

3.776 tCO₂e

2024

84
29.4% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.