Érico CardosoBA

10.948 habitantes · IBGE 2900504

IA

Resumo socioambiental

Érico Cardoso/BA apresenta quadro de saneamento básico ainda deficitário, embora com trajetória de melhora em água. A cobertura de abastecimento atingiu 73,4% em 2022, com avanço expressivo de +48,2% desde 2008, mas ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (80,7%), posicionando o município no percentil 46. Preocupa a perda de água na distribuição, que chegou a 45,8% em 2022 — patamar bem superior à mediana nacional (29,9%) e à média da Bahia (35,0%), colocando o município no percentil 80 (entre os piores do país nesse quesito). Ou seja, parte do esforço de ampliação da cobertura é comprometida por ineficiência operacional na rede.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município. Apenas 50,7% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), muito aquém da mediana nacional (76,9%) e da UF (69,0%), no percentil 16. Consistentemente, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 40,2% dos domicílios — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), no percentil 86. Apesar da redução relevante frente a 2010 (69,5%, queda de -42,1%), o resultado ainda evidencia lacuna estrutural relevante, que tende a pressionar as emissões de resíduos, que se mantiveram praticamente estáveis em 4.987 tCO₂e em 2024 (variação de apenas +3,7% desde 2010), ligeiramente abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em emissões totais de GEE, o município registrou 39.494 tCO₂e em 2024, com alta de 32,3% em relação a 2010 e forte oscilação na série histórica, incluindo anos de emissões negativas (2019 e 2020). O valor mais recente, no entanto, ainda é bem inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 16. As emissões de energia mais que dobraram no período (+123,7%), chegando a 4.736 tCO₂e em 2024, mas seguem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 20).

Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheia em 2016, enquanto a seca observada somou 4 registros no mesmo ano, valor relativamente baixo frente à média da UF (2.159), mas os dados datam de quase uma década e não permitem avaliação da situação atual. Em síntese, o desafio prioritário do município é o esgotamento sanitário, cuja baixa cobertura e alto índice de destinação inadequada indicam necessidade de investimento estrutural, com potencial reflexo positivo tanto na saúde pública quanto na redução de emissões associadas a resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

63.5%

2024

37
49.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

47.8%

2024

19
24.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

50.7%

2022

16
66.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

40.2%

2022

14
42.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

39.494 tCO₂e

2024

84
32.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.987 tCO₂e

2024

58
3.7% no período

Emissões de energia

SEEG

4.736 tCO₂e

2024

80
123.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.