ErnestinaRS
3.097 habitantes · IBGE 4307054
Resumo socioambiental
Ernestina/RS apresenta desempenho destacado em abastecimento de água, com cobertura de 99,6% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 87. As perdas de água foram eliminadas, atingindo 0,0% em 2022, ante 49,0% em 2010 — um avanço expressivo que coloca o município no percentil 1 nacional (quanto menor, melhor), sinalizando gestão eficiente da rede de distribuição.
O saneamento de esgoto e resíduos sólidos, no entanto, revela fragilidades. A cobertura de coleta domiciliar caiu de 74,8% (2010) para 46,6% (2022), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), no percentil 12. Coerentemente, o destino inadequado de dejetos, embora tenha recuado de 25,2% para 17,5% no mesmo período, permanece acima da mediana do país (14,9%) e muito superior ao patamar gaúcho (4,5%), no percentil 55. A limitada infraestrutura de destinação final é reforçada pela existência de apenas 1 unidade de destinação registrada em 2025, no nível da mediana nacional, mas distante das 63 unidades médias do estado.
Em emissões de GEE, o município mantém patamares baixos frente ao Brasil: 49.869 tCO₂e em 2024, com queda de 11,5% desde 2023, no percentil 21 (quanto menor, melhor). As emissões de resíduos também recuaram (-8,6%), para 1.929 tCO₂e, percentil 11 — resultado compatível com o pequeno porte populacional, mas que contrasta com a baixa cobertura de coleta de esgoto, sugerindo que parte dos impactos ambientais do saneamento pode não estar plenamente capturada nas emissões contabilizadas. Já as emissões de energia cresceram 22,6% no período, atingindo 14.178 tCO₂e, ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), mas em trajetória de alta que merece monitoramento.
Quanto a eventos hidrológicos, o único ano com dados (2016) registrou 1 ocorrência de cheia e 4 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), embora inferiores aos totais absolutos do Rio Grande do Sul. A ausência de séries mais recentes limita a avaliação de tendências climáticas locais, recomendando-se atenção ao monitoramento contínuo, especialmente diante da defasagem entre a excelência no abastecimento de água e as lacunas ainda presentes no esgotamento sanitário.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
22.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
46.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
17.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Clima
Emissões de GEE
SEEG
49.869 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.929 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
14.178 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
4
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
