EsmeraldaRS

3.264 habitantes · IBGE 4307401

IA

Resumo socioambiental

Esmeralda/RS apresenta em 2024 cobertura de água de 65,3%, abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante da média gaúcha (86,2%), posicionando o município no percentil 39 do país. Mais preocupante é a trajetória de perdas na distribuição, que saltou de 14,1% em 2010 para 39,2% em 2024 — variação de +178,7% no período —, superando a mediana nacional (29,1%) e ficando muito próxima do patamar do Rio Grande do Sul (39,4%). Essa combinação de estagnação na cobertura com aumento expressivo de perdas sinaliza fragilidade na gestão da infraestrutura hídrica local, mesmo em município de pequeno porte.

No saneamento de esgoto, o quadro é crítico: os domicílios com coleta caíram de 83,3% em 2010 para apenas 10,3% em 2022, uma retração de -87,6%, posicionando Esmeralda no percentil 1 nacional — bem abaixo da mediana do país (76,9%) e do estado (82,7%). Ainda assim, o indicador de destino inadequado de dejetos (12,3% em 2022) é melhor que a mediana nacional (14,9%), embora pior que a média do RS (4,5%), sugerindo que parte da população pode estar utilizando soluções individuais (fossas) não classificadas como "coleta formal", mas também não necessariamente inadequadas. Essa aparente contradição reforça a necessidade de investigação local sobre os sistemas de esgotamento sanitário efetivamente em uso.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram de 359.506 tCO₂e (2010) para 239.092 tCO₂e (2024), redução de -33,5%, mas o município ainda está no percentil 65 nacional, acima da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, por outro lado, cresceram +49,7% no período, atingindo 1.254 tCO₂e em 2024 — ainda assim, muito abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 3. Chama atenção o crescimento acelerado das emissões de energia, que quase dobraram desde 2020 (6.000 para 12.337 tCO₂e, +79,1% na série), embora o município permaneça abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Por fim, Esmeralda detém uma potência hidráulica instalada de 353 MW, valor constante desde 2010 e muito superior à mediana nacional (10 MW), colocando o município no percentil 92 do país — um ativo energético relevante que contrasta com os desafios de saneamento básico. Os registros de eventos hidrológicos de 2016 (0 cheias, 4 secas) situam o município acima da mediana nacional em secas (percentil 72), indicando exposição a estresse hídrico que reforça a urgência de reduzir perdas na rede de abastecimento e ampliar a cobertura de esgotamento sanitário.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

65.3%

2024

39
8.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

39.2%

2024

30
178.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

10.3%

2022

1
87.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

12.3%

2022

55
26.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

353 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

353 MW

2024

92
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

239.092 tCO₂e

2024

35
33.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.254 tCO₂e

2024

97
49.7% no período

Emissões de energia

SEEG

12.337 tCO₂e

2024

60
79.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.