Esperança do SulRS
3.294 habitantes · IBGE 4307450
Resumo socioambiental
Esperança do Sul apresenta situação heterogênea entre saneamento e clima. A cobertura de água chegou a 96,1% em 2024, ainda acima da mediana nacional (73,2%) e da média do RS (86,2%), colocando o município no percentil 87 do país. Entretanto, essa cobertura vem se deteriorando: a perda de água saltou para 46,3% em 2024, mais que dobrando desde 2010 (+100,8%) e superando tanto a mediana nacional (29,1%) quanto o valor estadual (39,4%), o que indica ineficiência crescente na gestão da rede, com desperdício relevante de um recurso já tratado.
No saneamento básico, o quadro é mais preocupante. Apenas 55,3% dos domicílios tinham coleta de esgoto em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média gaúcha (82,7%), posicionando o município no percentil 20 — entre os piores do país nesse quesito. Coerentemente, o destino inadequado de esgoto ainda atinge 33,9% dos domicílios, valor muito superior à mediana nacional (14,9%) e ao RS (4,5%), apesar da melhora expressiva desde 2010 (-40,4%). Essa lacuna estrutural ajuda a explicar por que as emissões de resíduos, embora baixas em termos absolutos (2.329 tCO₂e em 2024, percentil 16), permanecem como fonte constante de emissões ao longo da série.
Em termos climáticos, as emissões totais de GEE somaram 62.097 tCO₂e em 2024, com alta de 46,5% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 26. O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões cresceram 319,1% no período, atingindo 7.220 tCO₂e em 2024 — o maior salto proporcional entre os setores monitorados, embora ainda represente participação pequena frente ao total nacional. Os registros de cheia (2) e seca (5) em 2016, apesar de baixa magnitude absoluta, superam a mediana nacional (0), sinalizando exposição a eventos extremos que merecem monitoramento contínuo, especialmente diante da fragilidade da infraestrutura hídrica já identificada.
Em síntese, o município combina bom acesso à água tratada com deterioração operacional da rede e déficit estrutural de esgotamento sanitário, este último mais crítico que o quadro de emissões, que se mantém comparativamente controlado. Investimentos em redução de perdas hídricas e expansão da coleta de esgoto tendem a gerar ganhos simultâneos em saúde pública, eficiência de recursos e mitigação de emissões futuras.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
96.1%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
46.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
55.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
33.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
62.097 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.329 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
7.220 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
