EsplanadaBA
34.146 habitantes · IBGE 2910602
Resumo socioambiental
Esplanada/BA apresenta avanço expressivo no saneamento básico, mas mantém fragilidades operacionais e ambientais que merecem atenção da gestão local. A cobertura de água atingiu 97,2% em 2022, salto de +27,4% desde 2008, superando a mediana nacional (76,5%), a média da Bahia (80,7%) e posicionando o município no percentil 82 do país. Esse avanço, contudo, coexiste com perda de água elevada, de 34,1% em 2022 — próxima do valor estadual (35,0%) e acima da mediana nacional (29,9%) —, indicando que a expansão da rede não foi acompanhada de eficiência operacional equivalente, o que compromete parte do ganho obtido no acesso.
No saneamento de esgoto e resíduos sólidos, o município também evoluiu: a coleta de lixo alcançou 78,8% dos domicílios em 2022 (+20,3 pontos desde 2010), acima da mediana nacional (76,9%) e da média baiana (69,0%), enquanto o destino inadequado de dejetos caiu para 13,6%, uma redução de 60,6% desde 2010, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e do valor estadual (17,1%). Essa melhoria na gestão de resíduos, entretanto, não se refletiu nas emissões do setor: as emissões de resíduos cresceram continuamente, atingindo 20.040 tCO₂e em 2024 (+96,9% desde 2010), bem acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 83 — sugerindo que o aumento da coleta ampliou o volume tratado, mas sem captura ou tratamento eficiente das emissões associadas.
O panorama de emissões totais reforça essa preocupação: o município emitiu 776.182 tCO₂e em 2024, com alta volatilidade histórica e variação de +40% desde 2010, situando-se no percentil 87 nacional, muito acima da mediana (138.513 tCO₂e). As emissões de energia também dispararam (+118,3%, para 54.401 tCO₂e), enquanto a capacidade solar instalada estagnou em 110 kW desde 2023, muito distante da mediana nacional (908 kW) e no percentil 12 — evidenciando baixo investimento em fontes renováveis locais diante de um perfil de emissões crescente.
Em síntese, Esplanada avançou de forma consistente no acesso a serviços de saneamento, superando referências nacionais e estaduais, mas enfrenta desafios estruturais de eficiência hídrica e de mitigação de emissões, especialmente nos setores de resíduos e energia, sem contrapartida de investimento em energia solar que ajude a equilibrar essa trajetória.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
96.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
1.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.8%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
39.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
78.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
13.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
110 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
110 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
110 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
776.182 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
20.040 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
54.401 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
