EstaçãoRS

5.688 habitantes · IBGE 4307559

IA

Resumo socioambiental

Estação/RS apresenta em 2024 cobertura de água de 87,1%, acima da mediana nacional (73,2%) e ligeiramente superior à média do Rio Grande do Sul (86,2%), posicionando o município no percentil 72 do país. Esse avanço, contudo, é acompanhado por perda de água elevada, de 45,8% no mesmo ano — patamar bem superior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (39,4%), colocando o município no percentil 79 (pior desempenho relativo). A combinação de boa cobertura com alta perda sugere ineficiência operacional no sistema de distribuição, indicando que parte do investimento em ampliação do abastecimento é comprometida por vazamentos ou fraudes não equacionadas.

No saneamento, a situação é mais favorável: 92,4% dos domicílios têm coleta de esgoto em 2022, superando a mediana nacional (76,9%) e a média do RS (82,7%), com percentil 83. O destino inadequado de resíduos domiciliares caiu de 13,4% (2010) para 6,3% (2022), redução de 52,9%, embora ainda acima da média estadual (4,5%). Essa melhora na gestão de resíduos não se refletiu, porém, nas emissões do setor: as emissões de resíduos cresceram 16,7% entre 2010 e 2024, atingindo 6.819 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que a redução do descarte inadequado não foi suficiente para conter o aumento absoluto de emissões, possivelmente por crescimento populacional ou mudança na composição dos resíduos.

O quadro de emissões totais é o ponto mais crítico do dossiê: as emissões de GEE saltaram de 47.124 tCO₂e (2023) para 66.935 tCO₂e em 2024, alta de 59,6% na série, impulsionada principalmente pelo setor de energia, que mais que dobrou (+127,2%) desde 2010, chegando a 21.749 tCO₂e — acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Apesar disso, o total de emissões do município ainda está abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), resultando no percentil 29. Os registros hidrológicos de 2016 (1 cheia e 4 secas) são pontuais e não permitem inferências recentes, mas already indicam exposição a eventos extremos compatível com um cenário de aumento de emissões e pressão sobre a infraestrutura hídrica.

Em síntese, Estação avançou em cobertura de água e esgoto, superando referências nacionais e estaduais, mas enfrenta dois desafios estruturais: perdas de água muito acima do padrão nacional, que exigem intervenção técnica no sistema de distribuição, e uma trajetória de emissões crescente, concentrada no setor energético, que demanda atenção em políticas de eficiência e transição energética para reverter a tendência observada entre 2023 e 2024.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

87.1%

2024

72
6.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

45.8%

2024

21
1.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

92.4%

2022

83
6.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.3%

2022

71
52.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

66.935 tCO₂e

2024

71
59.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.819 tCO₂e

2024

46
16.7% no período

Emissões de energia

SEEG

21.749 tCO₂e

2024

47
127.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.