Estrela do SulMG

6.926 habitantes · IBGE 3124807

IA

Resumo socioambiental

Estrela do Sul/MG apresenta quadro crítico em saneamento básico, com destaque negativo para o esgotamento sanitário: a coleta de esgoto atingiu apenas 43,6% em 2021, bem abaixo da mediana nacional (87,8%) e da média mineira (85,0%), posicionando o município no percentil 23 do país. Mais grave ainda é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% durante toda a série histórica (2010-2022), enquanto a mediana nacional já alcança 37,7% e a UF, 44,5%. Esse cenário indica que todo o esgoto coletado é lançado sem qualquer tratamento, representando risco direto à saúde pública e aos corpos hídricos locais.

A cobertura de água, embora tenha melhorado para 79,9% em 2022 (recuperação de patamares de 68-70% observados entre 2015 e 2021), ainda está abaixo da média de Minas Gerais (84,3%), situando o município próximo à mediana nacional (76,5%, percentil 55). A perda de água na distribuição, de 19,4%, é um ponto positivo comparativo, ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), sugerindo gestão operacional da rede relativamente eficiente apesar das oscilações históricas entre 13% e 25%.

Em relação a resíduos domiciliares, houve avanço expressivo: o destino inadequado caiu de 20,8% (2010) para 12,6% (2022), redução de quase 40%, e a coleta domiciliar subiu para 82,9%, superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda distante da média mineira (86,1%). Essa melhoria se reflete nas emissões de resíduos do SEEG, que vêm em trajetória de queda constante, chegando a 4.027 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

O balanço geral de emissões de GEE do município foi de 213.260 tCO₂e em 2024, com redução de 9,1% frente a 2010, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 62. Chama atenção o crescimento de 29,7% nas emissões de energia desde 2010, atingindo 27.146 tCO₂e em 2024, movimento que merece monitoramento, já que contrasta com a tendência de queda nos demais setores. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016. Em síntese, o principal desafio ambiental do município é a ausência total de tratamento de esgoto, que compromete os ganhos obtidos em outras frentes, como a redução de resíduos inadequados e o controle de perdas de água.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

80.5%

2024

61
1.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

41.3%

2024

32
28.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

17.0%

2024

83
25.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

82.9%

2022

62
4.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

12.6%

2022

55
39.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

213.260 tCO₂e

2024

38
9.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.027 tCO₂e

2024

65
0.9% no período

Emissões de energia

SEEG

27.146 tCO₂e

2024

42
29.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.