Euclides da Cunha PaulistaSP

7.928 habitantes · IBGE 3515350

IA

Resumo socioambiental

Euclides da Cunha Paulista apresenta avanços recentes no saneamento básico, mas com um retrocesso relevante na coleta de esgoto que merece atenção dos gestores. A cobertura de água atingiu 84,2% em 2024, alta de 30,5 pontos percentuais desde 2010, superando a mediana nacional (73,2%) e situando o município no percentil 67, embora ainda abaixo dos 96,6% da média paulista. Já a coleta de esgoto caiu para 64,3% em 2024, após anos estáveis acima de 90% até 2021 — uma queda de 31,7 pontos que rompe uma trajetória historicamente favorável e merece investigação sobre suas causas, ainda que o percentual atual permanha acima da mediana nacional (59,9%).

Por outro lado, o tratamento de esgoto é um ponto forte: 93,2% em 2024, muito superior à mediana nacional (33,3%) e à média estadual (66,6%), posicionando o município no percentil 94. Essa combinação — coleta em queda, mas tratamento elevado — sugere que o esgoto efetivamente coletado é bem tratado, porém a parcela não coletada (35,7% dos domicílios) tende a ter destino inadequado, o que é corroborado pelo indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares, em 26,4% (2022), quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima da média de SP (1,0%). A perda de água na distribuição, de 18,5% (2024), é relativamente baixa frente à mediana nacional (29,1%) e à do estado (28,2%), indicando eficiência operacional na rede.

No campo climático, as emissões totais de GEE do município somaram 158.672 tCO₂e em 2024, com queda de 18,9% desde 2010, refletindo principalmente a redução nas emissões de energia (-45,1%, para 6.789 tCO₂e), abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Entretanto, as emissões de resíduos subiram 2,4% no período, para 6.346 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que dialoga com a lacuna de coleta e destinação adequada de esgoto e resíduos identificada acima. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município (2016), sem indicativo de pressão hídrica extrema no período disponível.

Em síntese, o município evoluiu positivamente em abastecimento de água e tratamento de esgoto, mas a queda abrupta na coleta de esgoto e o alto índice de destinação inadequada de resíduos domiciliares são os principais desafios socioambientais a serem enfrentados pela gestão local nos próximos anos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

84.2%

2024

67
30.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

64.3%

2024

53
31.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

93.2%

2024

94
28.3% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

18.5%

2024

80
22.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.5%

2022

40
4.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

26.4%

2022

31
19.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

158.672 tCO₂e

2024

46
18.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.346 tCO₂e

2024

49
2.4% no período

Emissões de energia

SEEG

6.789 tCO₂e

2024

73
45.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.