ExtremozRN

66.993 habitantes · IBGE 2403608

IA

Resumo socioambiental

Extremoz/RN apresenta um quadro socioambiental de contrastes acentuados. O saneamento básico mostra trajetória preocupante: a cobertura de água caiu de 100,0% em 2022 para apenas 0,9% em 2024, colocando o município no percentil 1 nacional, muito abaixo da mediana do Brasil (73,2%) e do RN (75,1%). Chama atenção a natureza errática dessa série, com oscilações abruptas entre quase 100% e menos de 4% em anos consecutivos (2017, 2019, 2021, 2023), o que sugere problemas de consistência no reporte ao SNIS/SINISA mais do que uma mudança real na infraestrutura, e merece verificação junto ao operador local. A perda de água, por sua vez, caiu para 0,1% em 2024 (ante 26,8% em 2023), também destoando fortemente da mediana nacional (29,1%) e estadual (40,7%) — outro indício de possível inconsistência de dados que deve ser esclarecido antes de qualquer leitura otimista.

Já a gestão de resíduos sólidos domiciliares evoluiu de forma consistente e positiva: a coleta atendia 91,1% dos domicílios em 2022, acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (86,4%), com avanço de 17,9 pontos percentuais desde 2010. O destino inadequado de resíduos caiu para 5,0% em 2022 (de 22,7% em 2010), ficando abaixo tanto da mediana nacional (14,9%) quanto da média do RN (9,3%). Essa melhoria na destinação, no entanto, não se traduziu em redução de emissões: as emissões de resíduos saltaram para 23.826 tCO₂e em 2024, alta de 162,9% desde 2010, situando o município no percentil 86 nacional — um paradoxo que indica crescimento do volume gerado (coerente com o aumento populacional e a maior cobertura de coleta) e possível operação de aterro ou lixão com maior geração de metano.

O indicador mais crítico é o salto nas emissões totais de GEE, que passaram de 77.638 tCO₂e em 2023 para 450.286 tCO₂e em 2024, variação de 343,7% no período histórico e percentil 78 nacional — um patamar muito acima da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e). As emissões de energia também cresceram de forma expressiva, atingindo 50.840 tCO₂e em 2024 (+302,8% desde 2010, percentil 70), reforçando uma tendência de aumento estrutural nas emissões não restrita a um único setor. Esse quadro exige investigação sobre a origem do salto de 2024, seja por mudança de metodologia do SEEG, seja por eventos pontuais (queimadas, uso do solo) ou expansão de atividades emissoras no município.

Por fim, os registros de cheia (3 eventos em 2016, percentil 93) indicam vulnerabilidade hídrica pontual, embora a série histórica seja limitada a um único ano, o que restringe conclusões sobre tendência. Em síntese, Extremoz avançou de forma sólida na coleta e destinação de resíduos domésticos, mas enfrenta sinais de alerta relevantes: possível fragilidade ou inconsistência nos dados de água e perdas do sistema, e crescimento expressivo das emissões de GEE, resíduos e energia, que merecem prio

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

0.9%

2024

1
98.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

0.1%

2024

100
99.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

91.1%

2022

80
17.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.0%

2022

76
78.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

450.286 tCO₂e

2024

22
343.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

23.826 tCO₂e

2024

14
162.9% no período

Emissões de energia

SEEG

50.840 tCO₂e

2024

30
302.8% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.