ExuPE
33.436 habitantes · IBGE 2605301
Resumo socioambiental
Exu apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços relativos no esgotamento sanitário mas fragilidades estruturais no abastecimento de água e na gestão de resíduos sólidos. A cobertura de água atingiu 61,9% em 2022, com crescimento expressivo de +50,9% desde 2008, mas ainda fica abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito aquém da média estadual (86,7%), posicionando o município no percentil 32. Já a coleta de esgoto alcançou 96,2% em 2021 e o tratamento 56,5% em 2022 (com pico de 72% em 2021), superando tanto a mediana nacional quanto o percentil estadual — desempenho notável considerando que o município opera com apenas 1 ETE, igual à mediana nacional. A perda de água, de 34,7% em 2022, permanece acima da mediana nacional (29,9%), embora abaixo da média de Pernambuco (43,5%), sinalizando ineficiência na distribuição que contrasta com os avanços no esgotamento.
O maior ponto de atenção está na gestão de resíduos sólidos domiciliares: apenas 50,6% dos domicílios têm coleta regular (2022), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (76,8%), colocando Exu no percentil 15. Como reflexo direto, o destino inadequado de resíduos atinge 48,0% dos domicílios, mais de três vezes a mediana nacional (14,9%), situando o município no percentil 91 — entre os piores do país nesse quesito. Essa deficiência ajuda a explicar o crescimento de +62,5% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (chegando a 20.106 tCO₂e), valor muito superior à mediana nacional (5.787 tCO₂e).
As emissões totais de GEE dispararam +417,4% no período, atingindo 807.302 tCO₂e em 2024, com aceleração acentuada a partir de 2020 — muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 87. As emissões de energia também cresceram (+53,2%, para 42.772 tCO₂e), superando a mediana nacional. Combinado aos registros históricos de seca (18 ocorrências em 2016, percentil 98 nacional) e a um índice de segurança hídrica projetado de 3,0 para 2035 — abaixo da mediana nacional (4,0), embora acima da média estadual (2,9) —, o cenário exige atenção integrada entre infraestrutura de água, resíduos e resiliência climática, priorizando investimentos que reduzam perdas hídricas e ampliem a cobertura de coleta de lixo.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
49.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
36.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
24.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
50.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
48.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
807.302 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
20.106 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
42.772 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
18
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
