Farias BritoCE
18.557 habitantes · IBGE 2304301
Resumo socioambiental
Farias Brito/CE apresentou avanço expressivo no saneamento básico na última década, com a cobertura de água atingindo 78,3% em 2024 — salto de +179,8% desde 2010, puxado principalmente pela expansão observada a partir de 2022 (75,1%). Esse patamar supera a mediana nacional (73,2%) e a média estadual (71,6%), posicionando o município no percentil 58 do país. Contudo, a perda de água na distribuição também é significativa, em 26,7% (2024), o que indica que parte do ganho de cobertura ainda convive com ineficiência operacional relevante na rede, embora o índice esteja abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (40,5%).
No esgotamento sanitário, a cobertura por coleta domiciliar chegou a 75,9% em 2022, próxima da mediana nacional (76,9%) e estadual (77,1%), mas o destino inadequado de dejetos ainda atinge 20,3% dos domicílios, valor acima da mediana do país (14,9%) e da UF (14,6%), posicionando o município no percentil 60 — ou seja, entre os piores nesse quesito. Essa lacuna ajuda a explicar por que as emissões de resíduos têm trajetória de alta constante, chegando a 11.664 tCO₂e em 2024 (+60,1% desde 2010), valor quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), reforçando a necessidade de investimentos em tratamento e destinação final adequada.
O quadro de emissões totais de GEE do município é preocupante: 197.887 tCO₂e em 2024, crescimento de +120,2% em relação a 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e colocando Farias Brito no percentil 60 do país. As emissões de energia, embora tenham crescido +53,0% desde 2010, situam-se em 13.508 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), sugerindo que outros setores (como agropecuária ou mudança de uso da terra, não detalhados neste dossiê) respondem pela maior parte do incremento observado nas emissões totais.
Do ponto de vista climático, os registros de eventos extremos de 2016 mostram exposição a secas expressiva, com 17 ocorrências registradas pela ANA — valor muito acima da mediana nacional (0), embora distante do total da UF (2.941), situando o município no percentil 97 em relação ao país. Já os registros de cheia (2 ocorrências) também superam a mediana nacional (0), no percentil 87. Esses dados reforçam a vulnerabilidade hídrica do município, o que torna ainda mais relevante o enfrentamento das perdas na distribuição de água e a ampliação do tratamento de esgoto e resíduos como estratégias integradas de adaptação e mitigação socioambiental.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
78.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
26.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
75.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
20.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
197.887 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.664 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
13.508 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
17
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
