FaroPA

9.125 habitantes · IBGE 1503002

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Resumo socioambiental

Faro/PA apresenta quadro socioambiental misto, com avanços expressivos em saneamento desde 2010, mas ainda distante da média nacional em cobertura de água. A cobertura de água atingiu 67,7% em 2022, crescimento de +110,4% desde 2008, porém abaixo da mediana nacional (76,5%) e do percentil 39 — embora superior à média estadual (55,0%). Um ponto positivo é a redução expressiva da perda de água na distribuição, que caiu de patamares acima de 45% para 35,7% em 2022; ainda assim, o índice permanece pior que a mediana nacional (29,9%), embora próximo do valor da UF (34,5%), colocando o município no percentil 63 (pior que a maioria).

Na gestão de resíduos sólidos, a coleta domiciliar avançou de 38,0% (2010) para 74,1% (2022), variação de +95,1%, ficando muito próxima da mediana nacional (76,9%) e acima da UF (71,0%). Coerentemente, o destino inadequado de resíduos caiu de 62,0% para 22,1% no mesmo período, mas ainda supera a mediana nacional (14,9%), embora esteja levemente abaixo da média do Pará (23,2%). Essa melhoria parcial na destinação final ajuda a explicar o aumento das emissões de resíduos, que subiram de 2.622 para 3.474 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+32,5%) — um efeito esperado quando a coleta se expande, mas que ainda representa nível inferior à mediana nacional (5.787 tCO₂e), com percentil 33.

Em emissões totais de GEE, Faro mantém-se como sumidouro líquido de carbono, com -3.399.861 tCO₂e em 2024, refletindo o papel da cobertura florestal amazônica no balanço de carbono municipal — resultado destoante da mediana nacional positiva (138.513 tCO₂e) e do percentil 0, que aqui indica posição favorável ao clima. Não há emissões de energia nem geração térmica fóssil relevante (4 MW, estável desde 2017, abaixo da mediana nacional de 5 MW), reforçando a baixa pressão do setor energético local sobre o clima.

Quanto a riscos hídricos, o único registro disponível aponta 2 ocorrências de cheia em 2016, acima da mediana nacional (0) e do percentil 87 da UF, sinalizando vulnerabilidade a eventos extremos de cheia, sem registros de seca no mesmo ano. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000), mas superior à média estadual (2,861), sugerindo que investimentos futuros em infraestrutura hídrica e monitoramento de risco de cheias devem ser prioridade para consolidar os ganhos já obtidos em saneamento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

64.1%

2024

37
14.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

81.5%

2024

2
69.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.1%

2022

46
95.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

22.1%

2022

37
64.4% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

4 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-3.399.861 tCO₂e

2024

100
3.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.474 tCO₂e

2024

70
32.5% no período

Emissões de energia

SEEG

0 tCO₂e

2024

99

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.