FarroupilhaRS
72.477 habitantes · IBGE 4307906
Resumo socioambiental
Farroupilha apresenta um quadro de saneamento assimétrico: a cobertura de água atinge 86,4% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e praticamente igual à média do RS (86,2%), colocando o município no percentil 71. Entretanto, o saneamento de esgoto é criticamente deficiente, com apenas 0,5% de coleta e 1,3% de tratamento em 2024 — muito abaixo da mediana nacional (59,9% e 33,3%, respectivamente) e também da média estadual, posicionando o município no percentil 1 em coleta. Essa lacuna é agravada pela perda de água na distribuição, de 34,5% em 2024, superior à mediana do país (29,1%), embora ainda abaixo do patamar gaúcho (39,4%).
Os dados do Censo IBGE reforçam a fragilidade na gestão de resíduos domiciliares: a cobertura de coleta caiu de 95,6% em 2010 para 70,8% em 2022, uma queda expressiva de 26%, ficando abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (82,7%). Por outro lado, o percentual de domicílios com destinação inadequada é baixo, 1,2% em 2022, bem inferior à mediana nacional (14,9%), sugerindo que a queda na coleta formal pode ter sido parcialmente compensada por outras formas de descarte, ponto que merece investigação local. A infraestrutura de destinação final permanece modesta, com apenas 1 unidade licenciada em 2025, mesmo valor da mediana nacional, mas muito aquém das 63 unidades médias do RS.
No eixo climático, as emissões totais de GEE saltaram para 538.306 tCO₂e em 2024, alta de 14,5% no ano, com o município no percentil 81 nacional. As emissões de resíduos cresceram 50,7% na última leitura, atingindo 32.779 tCO₂e, percentil 90 — um crescimento coerente com a queda na cobertura de coleta domiciliar e a ausência de tratamento de esgoto, que juntos indicam pressão crescente sobre a gestão de resíduos sólidos e líquidos. As emissões de energia também avançaram 34,3%, para 258.336 tCO₂e, no percentil 92, sinalizando que a matriz energética local contribui de forma significativa para o perfil de emissões, apesar da geração solar ter crescido 416,7% desde 2020 (chegando a 1 MW em 2024).
Em síntese, Farroupilha combina bom desempenho relativo em abastecimento de água com deficiências estruturais graves em esgotamento sanitário e gestão de resíduos, refletidas no crescimento acelerado das emissões de GEE ligadas a resíduos e energia. A ampliação de investimentos em tratamento de esgoto e em infraestrutura de destinação final tende a ser prioritária para reverter essa trajetória, especialmente considerando que o município já supera a média nacional em cobertura de água, mas está entre os piores do país em saneamento de esgoto.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
86.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
0.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
1.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
34.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
70.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.2%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
4 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
538.306 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
32.779 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
258.336 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
