FátimaBA

18.469 habitantes · IBGE 2910750

IA

Resumo socioambiental

Fátima/BA apresenta um saneamento básico com avanços relevantes, mas com um gargalo crítico no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 90,6% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da UF (80,7%), posicionando o município no percentil 71. A coleta de esgoto também é elevada, com 98,9% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e destacando-se frente à própria Bahia (63,0%). Entretanto, o tratamento de esgoto é 0,0% desde 2017, contrastando fortemente com a mediana nacional de 37,7% e a média estadual de 53,1% — ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que representa um risco sanitário e ambiental relevante, especialmente diante da perda de água na distribuição, que chegou a 37,9% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%).

No manejo de resíduos sólidos, o município evoluiu significativamente: o destino inadequado de resíduos caiu de 43,3% (2010) para 10,7% (2022), ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), enquanto a coleta domiciliar atingiu 78,0%, também acima da mediana do país (76,9%). Essa melhora na gestão de resíduos, porém, não se refletiu nas emissões do setor: as emissões de resíduos cresceram 83,2% entre 2010 e 2024, alcançando 7.683 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que a redução de destinação inadequada não foi acompanhada de mitigação equivalente nas emissões associadas ao tratamento e disposição final.

Em termos climáticos, as emissões totais de GEE somaram 109.934 tCO₂e em 2024, com alta de 43,2% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 43. As emissões de energia mais que dobraram no período (+141,6%), atingindo 14.392 tCO₂e, porém permanecem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheia em 2016, mas foram observados 5 registros de seca no mesmo ano, indicador relevante diante do contexto semiárido baiano, embora a série disponível seja limitada a um único ano.

Em síntese, Fátima/BA destaca-se positivamente na ampliação do acesso à água e à coleta de esgoto e resíduos, mas exige atenção prioritária para a ausência total de tratamento de esgoto e o alto índice de perdas de água — dois problemas interligados que comprometem a eficiência do sistema e a qualidade ambiental, mesmo com indicadores de emissões totais ainda abaixo da mediana nacional.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

93.8%

2024

84
42.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

45.9%

2024

37
30.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

36.5%

2024

34
12.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

78.0%

2022

52
37.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.7%

2022

59
75.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

109.934 tCO₂e

2024

57
43.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.683 tCO₂e

2024

42
83.2% no período

Emissões de energia

SEEG

14.392 tCO₂e

2024

56
141.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.