Fátima do SulMS
21.388 habitantes · IBGE 5003801
Resumo socioambiental
Fátima do Sul apresenta um quadro de saneamento básico com avanços pontuais, mas ainda distante da suficiência, especialmente no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 87,3% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima da média estadual (86,0%), posicionando o município no percentil 66. Já a coleta de esgoto, embora tenha crescido expressivamente (+400,1% desde 2007), chegou a apenas 33,9% em 2021, muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e também da UF (70,5%), no percentil 18 — um dos piores desempenhos relativos do dossiê. O tratamento de esgoto, com 20,9% em 2022, também fica aquém da mediana nacional (37,7%) e da UF (52,2%), refletindo a existência de apenas 1 ETE no município, mesmo número da mediana nacional, mas muito inferior às 81 unidades da UF.
A perda de água na distribuição é um ponto crítico: 46,5% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e da UF (31,2%), colocando o município no percentil 81 (pior) para esse indicador. Essa ineficiência operacional, combinada à baixa cobertura de esgotamento sanitário, sugere fragilidades estruturais na gestão dos serviços de saneamento, mesmo com sinais de melhoria em indicadores complementares: os domicílios com coleta de lixo chegaram a 93,8% em 2022 (percentil 87, acima da mediana nacional de 76,9%), e o destino inadequado de resíduos caiu para 5,3%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (9,8%).
No aspecto climático, as emissões totais de GEE somaram 175.904 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com aumento de 32,7% desde 2010, embora tenham recuado frente ao pico de 2016 (306.152 tCO₂e). As emissões de energia mais que dobraram no período (+106,8%), atingindo 67.926 tCO₂e, e as de resíduos cresceram 52,8%, chegando a 11.930 tCO₂e — ambas acima da mediana nacional e no percentil 71 e 75, respectivamente. Esse crescimento das emissões de resíduos guarda relação direta com a baixa cobertura de tratamento de esgoto, indicando que os investimentos em saneamento não têm acompanhado o ritmo de geração de passivos ambientais.
Em síntese, Fátima do Sul combina avanços na gestão de resíduos sólidos e cobertura de água com defasagens relevantes em esgotamento sanitário e perdas hídricas, além de uma trajetória de emissões crescente, sobretudo em energia. A prioridade para gestores deve ser a ampliação da rede de coleta e tratamento de esgoto e a redução das perdas de água, medidas que trariam ganhos simultâneos em saúde pública, eficiência hídrica e mitigação de emissões.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
92.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
27.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
23.8%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
41.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
7 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
175.904 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.930 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
67.926 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
