Fazenda Rio GrandePR
161.506 habitantes · IBGE 4107652
Resumo socioambiental
Fazenda Rio Grande/PR apresenta um saneamento básico consolidado e superior à média nacional. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, contra mediana nacional de 76,5% e patamar de 96,1% no Paraná (percentil 93). A coleta de esgoto também chegou a 100,0% em 2021, resultado de forte expansão desde 2007 (quando era de apenas 12,1%), superando a mediana nacional de 87,8% e a média estadual de 89,9% (percentil 100). O tratamento de esgoto acompanhou essa evolução, alcançando 86,9% em 2022 — acima da mediana nacional (37,7%) e do UF (78,7%), percentil 82 — embora o município conte com apenas 1 ETE (2020), igual à mediana nacional, mas muito abaixo das 279 unidades do estado. A perda de água, de 28,6% em 2022, ainda é elevada e praticamente equivalente à mediana nacional (29,9%) e estadual (29,6%), indicando espaço para eficiência operacional apesar da universalização do serviço.
Na gestão de resíduos sólidos, o quadro é misto. A cobertura de coleta domiciliar caiu de 99,3% (2010) para 92,9% (2022), uma retração de 6,5%, mas ainda superior à mediana nacional (76,9%) e ao UF (90,0%), percentil 85. O destino inadequado de resíduos é baixo, 0,4% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e estadual (5,6%), colocando o município no percentil 3 (favorável). Contudo, essa boa gestão de destinação não se reflete nas emissões: as emissões de resíduos saltaram 105,5% entre 2010 e 2024, atingindo 57.215 tCO₂e, valor muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e do percentil 94, sugerindo que o crescimento populacional e a geração de resíduos pressionam o balanço de gases mesmo com boa cobertura de coleta.
O perfil de emissões totais é preocupante. As emissões de GEE somaram 362.281 tCO₂e em 2024, alta de 37,6% desde 2010, situando o município no percentil 74 nacional. O setor de energia é o principal responsável, com 294.859 tCO₂e (+40,8%), concentrando a maior parte do total e refletindo o perfil urbano-industrial do município na Região Metropolitana de Curitiba. A capacidade de geração renovável local está estagnada: potência solar de 600 kW e biomassa de 10 MW permanecem inalteradas desde ao menos 2016, com percentis 42 e 64 respectivamente, indicando que a transição energética não acompanhou o crescimento das emissões.
O investimento público registrado em 2026 foi de R$ 11,0 milhões, valor superior à mediana nacional (R$ 3,1 milhões, percentil 73), mas muito aquém da média estadual (R$ 119,2 milhões), sem variação no período. Esse volume de investimento, embora relativamente robusto, não parece suficiente para reverter a tendência de aumento das emissões nem para ampliar a infraestrutura de tratamento de esgoto e destinação de resíduos na velocidade necessária. Em síntese, Fazenda Rio Grande destaca-se positivamente no saneamento básico e na destinação adequada de resídu
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
98.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
98.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
87.4%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
25.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
92.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.4%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
4
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
11 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
600 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
600 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
362.281 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
57.215 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
294.859 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 11.0 mi
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
