Fazenda VilanovaRS
4.399 habitantes · IBGE 4308078
Resumo socioambiental
Fazenda Vilanova/RS apresenta um quadro socioambiental misto, com bom desempenho em saneamento domiciliar mas fragilidades em cobertura formal de água e uma trajetória preocupante de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 53,6% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média gaúcha (86,2%), posicionando o município no percentil 24 do país — apesar do avanço expressivo desde 2013 (15,8%), houve estagnação e até recuo desde o pico de 59,8% em 2021. Já a perda de água, em 18,8% (2024), está melhor que a mediana nacional (29,1%) e a do RS (39,4%), embora tenha subido de patamares residuais (0% em 2013) para um novo nível estrutural a partir de 2021, sugerindo desafios de manutenção da rede que merecem monitoramento, especialmente diante da baixa cobertura geral.
No eixo de resíduos sólidos, o município se destaca positivamente: 95,8% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), colocando Fazenda Vilanova no percentil 93. O destino inadequado caiu para 0,9%, uma redução de 83,8% desde 2010, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (4,5%). Essa eficiência na coleta, contudo, não se traduz em infraestrutura própria de destinação final, já que o município mantém apenas 1 unidade cadastrada desde 2012, o que indica dependência de estruturas externas ou intermunicipais.
O ponto mais crítico do dossiê é a evolução das emissões de GEE, que saltaram de 56.766 tCO₂e em 2010 para 182.153 tCO₂e em 2024, alta de 220,9%, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 58. Esse crescimento é explicado quase integralmente pelo setor de energia, cujas emissões passaram de 1.612 tCO₂e (2010) para 150.264 tCO₂e (2024) — variação de 9.218,9% —, colocando o município no percentil 86 nacional, um patamar muito elevado relativo ao porte populacional (~4.399 habitantes). Em contraste, as emissões de resíduos permanecem contidas em 2.417 tCO₂e (2024), abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), percentil 17, refletindo coerência com o bom desempenho em coleta e destinação adequada de resíduos domiciliares.
Quanto a eventos hidrológicos, os dados de 2016 registram ausência de cheias (0 ocorrências) e 3 registros de seca observada, ambos abaixo das médias estaduais (836 e 1.730, respectivamente), embora a defasagem temporal dessa série limite conclusões atuais. Em síntese, o desafio prioritário do município é equacionar a expansão da cobertura de água — hoje aquém do padrão nacional e estadual — e conter o crescimento acelerado das emissões ligadas ao setor energético, que já superam largamente a média do país e contrastam com o bom desempenho ambiental observado na gestão de resíduos sólidos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
53.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
18.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
95.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.9%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
182.153 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.417 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
150.264 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
