FelisburgoMG

6.592 habitantes · IBGE 3125606

IA

Resumo socioambiental

Felisburgo/MG apresenta em 2024 cobertura de água de 82,2%, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima do índice mineiro (83,3%), posicionando o município no percentil 63. O indicador avançou 11,1% desde 2012, mas com trajetória irregular — houve queda em 2018 e recuperação apenas recente. A coleta de esgoto, por sua vez, recuou 19,8% no período, caindo de patamares próximos a 100% (2016) para 71,3% em 2024, ainda superior à mediana nacional (59,9%) porém abaixo da média mineira (78,2%). O dado mais crítico é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2013, enquanto a mediana nacional já alcança 33,3% e a de Minas Gerais, 44,6% — um dos maiores gargalos ambientais do município, com percentil 24.

A perda de água na distribuição, embora tenha recuado de picos de 45,8% (2017) para 23,6% em 2024, ainda representa desperdício expressivo, mesmo estando abaixo da mediana nacional (29,1%) e da mineira (35,8%). Do lado domiciliar, o Censo 2022 mostra evolução positiva: 80,6% dos domicílios com coleta de resíduos (percentil 57) e redução do destino inadequado de 31,8% para 18,1%, embora esse índice ainda supere a mediana nacional (14,9%) e, principalmente, a mineira (7,4%), indicando que parte da população ainda descarta resíduos de forma inadequada — coerente com a ausência de tratamento de esgoto.

Em emissões, o município mostra desempenho relativamente favorável frente ao Brasil: as emissões totais de GEE caíram 67,2% desde 2010, fechando 2024 em 41.893 tCO₂e, bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com percentil 17. As emissões de resíduos, no entanto, cresceram 32,8% no período, atingindo 3.626 tCO₂e em 2024 — tendência inversa à da redução geral de GEE, e que dialoga com a estagnação do tratamento de esgoto e o quadro ainda relevante de destinação inadequada. As emissões de energia também cresceram (27,7%), mas seguem em nível baixo comparado ao Brasil (percentil 15).

Quanto a eventos hídricos extremos, o único dado disponível (2016) registra ausência de cheias e 5 ocorrências de seca, sem série histórica recente para acompanhamento. Em síntese, Felisburgo avançou em cobertura de água e redução de emissões totais, mas enfrenta desafios estruturais em saneamento — sobretudo a ausência total de tratamento de esgoto e o crescimento das emissões de resíduos —, que devem ser prioridades para investimentos futuros.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

82.2%

2024

63
11.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

71.3%

2024

61
19.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

23.6%

2024

65
63.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

80.6%

2022

57
18.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

18.1%

2022

44
43.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

41.893 tCO₂e

2024

83
67.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.626 tCO₂e

2024

69
32.8% no período

Emissões de energia

SEEG

3.706 tCO₂e

2024

85
27.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.