Feliz DesertoAL
4.038 habitantes · IBGE 2702702
Resumo socioambiental
Feliz Deserto/AL apresenta desempenho misto no saneamento básico, com destaque positivo para o abastecimento de água: cobertura de 95,8% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (76,9%), posicionando o município no percentil 79. A perda de água no sistema, de 15,0% em 2022, também é favorável frente à mediana nacional (29,9%) e à referência estadual (43,9%), embora tenha subido em relação aos mínimos de 3,6% (2019) e 5,9% (2021), indicando alguma perda de eficiência operacional recente.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município. Os dados de coleta (55,7%) e tratamento (28,5%) de esgoto, ambos estagnados desde 2012 sem série mais recente, ficam abaixo da mediana nacional de coleta (87,8%) e próximos ou abaixo da mediana nacional de tratamento (37,7%), embora superem a referência estadual de coleta (30,1%). Essa defasagem de dados e desempenho sugere ausência de investimentos ou de monitoramento atualizado no setor, um ponto de atenção para gestores, já que o avanço na água não se traduziu em melhoria equivalente no esgotamento.
Do lado dos domicílios, o indicador de coleta de resíduos caiu de 88,9% (2010) para 62,2% (2022), uma retração significativa de 30,1%, colocando o município no percentil 28 nacional — abaixo da mediana (76,9%) e da UF (79,1%). Em contrapartida, o destino inadequado de resíduos domiciliares melhorou, caindo de 11,1% para 4,3% no mesmo período, ficando bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e estadual (13,0%). Essa aparente contradição entre menor destino inadequado e menor cobertura de coleta pode indicar mudança na forma de descarte domiciliar (como queima ou disposição própria) que não necessariamente representa avanço ambiental real.
Em termos de emissões, o município é pouco expressivo no cenário nacional: as emissões totais de GEE somaram 17.259 tCO₂e em 2024, muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 7. Contudo, chama atenção a trajetória de oscilação acentuada da série histórica, com pico de 67.731 tCO₂e em 2017, provavelmente associado a mudanças no uso da terra, já que as emissões de energia (4.793 tCO₂e) e resíduos (2.694 tCO₂e) são comparativamente estáveis e de menor magnitude. As emissões de resíduos cresceram 38,5% desde 2010, movimento coerente com a queda na cobertura de coleta domiciliar, sugerindo que a gestão de resíduos sólidos deve ser prioridade para conter tanto o passivo ambiental quanto as emissões associadas.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
91.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
55.7%
2012
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
28.5%
2012
Perda de água
SNIS/SINISA
73.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
62.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
17.259 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.694 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.793 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
