FernandópolisSP

73.286 habitantes · IBGE 3515509

IA

Resumo socioambiental

Fernandópolis apresenta infraestrutura de saneamento em patamar de excelência, muito acima dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2024 (percentil 100 nacional, ante mediana de 73,2%), a coleta de esgoto chegou a 99,8% (percentil 97, mediana nacional de 59,9%) e o tratamento de esgoto alcançou 99,7%, muito acima da mediana nacional de 33,3% e da média estadual de 66,6%. A perda de água na distribuição, indicador em que menor é melhor, caiu para 13,9% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da média de SP (28,2%), refletindo ganhos de eficiência operacional desde 2010. Esse quadro é corroborado pelos dados censitários de 2022: 97,1% dos domicílios com coleta de resíduos e apenas 2,1% com destino inadequado, ainda que este último indicador esteja acima da média paulista (1,0%).

Por outro lado, o desempenho ambiental em emissões de gases de efeito estufa é preocupante. As emissões totais somaram 498.995 tCO₂e em 2024, com alta de 7,9% em relação a 2023, situando o município no percentil 80 nacional. Chama atenção o crescimento acentuado das emissões de resíduos (57.319 tCO₂e, +29,7% no ano, percentil 94) e de energia (273.807 tCO₂e, +28,5%, percentil 92), contrastando com a boa cobertura de coleta e tratamento de esgoto. Essa aparente contradição sugere que o aumento de emissões de resíduos pode estar mais associado à destinação final (aterro/decomposição) do que à cobertura de coleta, que é praticamente universal.

Na matriz energética renovável local, o município mantém apenas 75 kW em potência solar desde 2023, patamar baixo frente à mediana nacional de 908 kW (percentil 9), enquanto a potência de biomassa instalada, de 16 MW, supera a mediana nacional (5 MW) e situa o município no percentil 72. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a defasagem desses dados limita conclusões sobre risco hidroclimático recente.

Em síntese, Fernandópolis é referência em saneamento básico, com indicadores de água e esgoto entre os melhores do país, mas enfrenta trajetória de aumento nas emissões de GEE, especialmente em resíduos e energia, e baixa penetração de energia solar, indicando oportunidade de investimento em fontes renováveis e em gestão de resíduos para equilibrar o desempenho ambiental ao nível já alcançado em saneamento.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
0.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

99.8%

2024

97
0.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

99.7%

2024

100
26.7% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

13.9%

2024

89
42.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

97.1%

2022

97
0.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.1%

2022

88
25.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

16 MW

SolarBiomassa

Potência solar

ANEEL (SIGA)

75 kW

2024

9
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

75 kW

2024

9
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

498.995 tCO₂e

2024

20
7.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

57.319 tCO₂e

2024

6
29.7% no período

Emissões de energia

SEEG

273.807 tCO₂e

2024

8
28.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.