FernãoSP

1.689 habitantes · IBGE 3515657

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Resumo socioambiental

Fernão/SP apresenta um saneamento com contrastes marcantes: enquanto o esgotamento sanitário é praticamente universal, o abastecimento de água regrediu de forma expressiva. A coleta de esgoto atinge 100,0% (2021) e o tratamento também chega a 100,0% (2022), ambos muito acima das medianas nacionais (87,8% e 37,7%, respectivamente) e do próprio estado de São Paulo (94,6% e 69,6%), colocando o município no percentil 92 a 100 nesses quesitos. Já a cobertura de água caiu para 54,8% em 2022, uma queda de 4,1% em relação ao ano anterior e bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (95,2%), posicionando Fernão no percentil 24 — um recuo relevante frente aos 65,1% alcançados em 2021, que merece investigação sobre causas operacionais ou de reporte ao SNIS.

A perda de água na distribuição, de 12,2% (2022), é favorável frente à mediana nacional (29,9%) e à UF (32,1%), mas a série histórica mostra instabilidade, com pico de 25,3% em 2021, sugerindo fragilidades na gestão da rede que podem explicar parte da queda na cobertura. Do lado dos domicílios, o quadro é positivo: 96,4% têm coleta de resíduos (2022) e apenas 3,6% têm destino inadequado, refletindo melhora de 59% desde 2010, embora ainda acima do valor da UF (1,0%).

Em emissões de GEE, o município é pouco expressivo em termos absolutos, com 20.788 tCO₂e em 2024 (percentil 8 nacional), e trajetória de queda de 15,4% frente ao pico de 2017. Contudo, chama atenção o crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 784 para 956 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+22% apenas no último ano), movimento coerente com a alta cobertura de coleta domiciliar, que amplia o volume de resíduos gerenciados e sua decomposição em aterros. As emissões de energia também cresceram 17% em 2024, mas seguem com participação marginal no total. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA (2016), o que limita a análise de riscos hídricos extremos para o município.

Em síntese, Fernão destaca-se positivamente no tratamento de esgoto e na gestão de resíduos domiciliares, mas a queda recente na cobertura de água é o ponto de atenção prioritário para gestores, exigindo investigação e possível retomada de investimentos em abastecimento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

70.9%

2024

47
26.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

70.8%

2024

60
28.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2023

28.7% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

12.3%

2024

91
4.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

96.4%

2022

95
5.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.6%

2022

81
59.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

20.788 tCO₂e

2024

92
15.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

956 tCO₂e

2024

99
22.0% no período

Emissões de energia

SEEG

2.232 tCO₂e

2024

92
17.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.