FerreirosPE

15.794 habitantes · IBGE 2605509

IA

Resumo socioambiental

Ferreiros/PE apresenta em 2024 cobertura de água de 61,1%, patamar abaixo da mediana nacional (73,2%) e da própria UF (71,4%), posicionando o município no percentil 33 — ou seja, pior que dois terços dos municípios brasileiros. Mais preocupante é a trajetória: houve queda de -13,5% desde 2010, com deterioração acentuada a partir de 2022 (74,2%) até os atuais 61,1%, revertendo o pico de 90,4% observado em 2021. Essa perda de cobertura é acompanhada por perda física de água ainda elevada, de 34,6% em 2024, acima da mediana nacional (29,1%), embora abaixo do índice da UF (39,3%). O fato de a cobertura cair enquanto a perda de água permanece alta sugere fragilidade na gestão e manutenção da infraestrutura hídrica, exigindo atenção prioritária dos gestores locais.

No saneamento, o quadro é mais favorável. A coleta domiciliar de resíduos atinge 83,7% em 2022, superior à mediana nacional (76,9%) e à UF (76,8%), com percentil 64. O destino inadequado de resíduos também recuou para 10,1%, abaixo da mediana nacional (14,9%), refletindo melhoria consistente desde 2010 (17,9%). Essa evolução positiva na gestão de resíduos, contudo, contrasta com o aumento das emissões de GEE associadas a esse setor: as emissões de resíduos cresceram +46,1% entre 2010 e 2024, chegando a 6.986 tCO₂e, valor acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e). Isso indica que, apesar da maior cobertura de coleta, o tratamento e destinação final ainda geram pressão climática crescente, possivelmente por deposição em aterros sem captura de metano.

Em termos de emissões totais, Ferreiros mantém-se em patamar baixo relativo ao país: 34.768 tCO₂e em 2024, no percentil 14 nacional, com queda de -6,5% desde 2010. O setor de energia, no entanto, chama atenção pelo crescimento acelerado de +59,0% no período, atingindo 12.903 tCO₂e, embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, sem série mais recente disponível para avaliação de risco hidrológico atual.

Em síntese, o município evoluiu positivamente em resíduos sólidos e mantém emissões totais controladas frente ao cenário nacional, mas enfrenta retrocesso relevante no abastecimento de água, com queda de cobertura e perdas ainda expressivas — um ponto crítico que demanda investimento em infraestrutura hídrica e monitoramento mais rigoroso pelos gestores públicos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

61.1%

2024

33
13.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

34.6%

2024

38
39.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.7%

2022

64
1.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.1%

2022

61
43.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

34.768 tCO₂e

2024

86
6.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.986 tCO₂e

2024

45
46.1% no período

Emissões de energia

SEEG

12.903 tCO₂e

2024

58
59.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.