FigueirãoMS
3.709 habitantes · IBGE 5003900
Resumo socioambiental
Figueirão/MS apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos patamares nacional e estadual. A cobertura de água atingiu apenas 51,4% em 2022, bem inferior à mediana nacional de 76,5% e ao índice de Mato Grosso do Sul (86,0%), posicionando o município no percentil 21 do país. Mais grave ainda é a situação do esgotamento sanitário: a coleta alcança somente 9,1% dos domicílios (2021), contra mediana nacional de 87,8%, colocando Figueirão no percentil 6 – um dos piores do Brasil. O tratamento de esgoto, embora tenha saltado +282% desde 2019, chegou a apenas 7,9% em 2022, ainda distante da mediana nacional (37,7%). Como reflexo direto dessa lacuna, o destino inadequado de dejetos atinge 29,6% dos domicílios, quase o dobro da mediana nacional (14,9%), situando o município no percentil 74 (pior faixa).
A perda de água na distribuição, de 27,6% em 2022, é relativamente próxima da mediana nacional (29,9%) e da UF (31,2%), mas revela ineficiência operacional que compromete ainda mais a já baixa cobertura hídrica – a série histórica mostra queda acentuada desde 2008 (76,4%), com estabilização abaixo de 52% desde 2010. Essa combinação de baixa cobertura e perdas elevadas sugere necessidade urgente de investimento em infraestrutura de distribuição e ampliação da rede.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 935.601 tCO₂e em 2024, valor expressivamente acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 89 – entre os mais emissores do país, provavelmente por atividades agropecuárias e de uso da terra típicas do perfil rural. As emissões de energia cresceram +164,6% desde 2010, atingindo 8.894 tCO₂e em 2024, ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). As emissões de resíduos, por sua vez, cresceram +27,5% no período e somaram 1.836 tCO₂e em 2024, mas permanecem bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que é coerente com a baixa cobertura de coleta domiciliar (61,6%) e sugere subdimensionamento das emissões reportadas frente ao déficit real de gestão de resíduos sólidos.
Em síntese, Figueirão enfrenta desafios estruturais simultâneos em saneamento e clima: a precariedade do esgotamento sanitário e da cobertura de água contrasta com emissões totais de GEE elevadas para o padrão nacional, indicando a necessidade de políticas integradas que associem investimento em infraestrutura sanitária à mitigação de emissões, especialmente diante do único registro de cheia identificado em 2016, que já sinaliza vulnerabilidade hídrica a ser monitorada.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
52.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
32.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
47.8%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
24.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
61.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
29.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
935.601 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.836 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
8.894 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
