FigueirópolisTO
5.336 habitantes · IBGE 1707652
Resumo socioambiental
Figueirópolis/TO apresenta um quadro socioambiental misto, com desempenho relativamente favorável em emissões de gases de efeito estufa por segmento específico, mas fragilidades em saneamento básico. A cobertura de água chegou a 75,9% em 2022, praticamente no nível da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média estadual (86,6%), representando o percentil 49. Mais preocupante é a trajetória: houve queda de -18,7% desde 2008, quando a cobertura era de 93,3%, indicando perda de capacidade de atendimento ao longo da série histórica. A perda de água na distribuição, de 21,5% em 2022, embora tenha aumentado 49,3% desde 2008, ainda está abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,3%), posicionando o município no percentil 27 — ou seja, entre os municípios com menor desperdício relativo, apesar da piora ao longo do tempo.
No quesito esgotamento sanitário, o município mostra evolução positiva: a coleta domiciliar avançou de 72,3% (2010) para 78,8% (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e próxima da UF (79,1%). Contudo, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 19,8% dos domicílios, acima da mediana nacional e da UF (ambas 14,9%), situando Figueirópolis no percentil 59 — pior que a média do país nesse quesito, apesar da melhora de -28,8% desde 2010. Essa lacuna entre coleta e destinação adequada sugere que parte do esgoto coletado não recebe tratamento apropriado, um ponto de atenção para investimentos futuros em infraestrutura de saneamento.
Em emissões de GEE, o município concentra suas emissões predominantemente fora do setor de resíduos: as emissões totais somaram 457.808 tCO₂e em 2024, com queda de 19,3% desde 2010, mas ainda no percentil 78 nacional — bem acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). Já as emissões de resíduos, de 2.987 tCO₂e, ficam abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 5, indicando que a gestão de resíduos sólidos não é o principal vetor de impacto climático local. As emissões de energia (60.011 tCO₂e, percentil 73) also se destacam acima da mediana nacional, sugerindo que o perfil de emissões do município é impulsionado por outros setores (provavelmente agropecuária ou mudança de uso da terra, não detalhados neste dossiê), e não pela gestão de resíduos ou saneamento.
Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheia ou seca observados em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 5,000, superior à mediana nacional (4,000) e à média da UF (3,799), colocando o município no percentil 100 nessa métrica prospectiva. Esse indicador sugere boas perspectivas de disponibilidade hídrica futura, mas deve ser interpretado com cautela dado o dado único e distante no tempo, sem série histórica de comparação direta com os demais indicadores correntes.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
79.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
19.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
78.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
19.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
457.808 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.987 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
60.011 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
