FiladélfiaBA

18.573 habitantes · IBGE 2910859

IA

Resumo socioambiental

Filadélfia/BA apresenta um quadro de saneamento intermediário, com desafios estruturais no tratamento de esgoto e sinais de melhora recente no abastecimento de água. A cobertura de água atingiu 74,1% em 2022, com alta de +18,5% desde 2008, mas ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (80,7%), posicionando o município no percentil 47. A perda de água, por sua vez, caiu para 18,0% em 2022 (-33,1% na série), valor bem melhor que a mediana nacional (29,9%) e a UF (35,0%), colocando o município no percentil 19 — um dos pontos mais positivos do dossiê, indicando gestão relativamente eficiente da rede apesar da leve alta frente aos 12,4% de 2017.

O esgotamento sanitário é o principal gargalo: embora a coleta alcance 85,5% (2021), próxima da mediana nacional (87,8%), o tratamento de esgoto é 0,0%, distante da mediana nacional (37,7%) e da UF (53,1%). Esse déficit de tratamento ajuda a explicar o crescimento expressivo das emissões de resíduos, que saltaram de 3.916 para 9.430 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+140,8%), superando tanto a mediana nacional (6.191 tCO₂e) quanto o percentil 64 — ou seja, o município emite mais por resíduos do que a maioria dos municípios brasileiros, refletindo a ausência de tratamento adequado de efluentes e resíduos sólidos.

No recorte domiciliar (Censo), a coleta de resíduos caiu de 63,6% (2010) para 56,0% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (69,0%), enquanto o destino inadequado de domicílios, apesar de ter recuado de 36,4% para 23,5%, ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a UF (17,1%), no percentil 65 — indicando que, mesmo com avanço histórico, a gestão de resíduos domiciliares permanece pior que a média do país.

Em emissões totais de GEE, Filadélfia está em posição relativamente favorável: 86.360 tCO₂e em 2024, com queda de -14,3% desde 2010, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 36. As emissões de energia também recuaram (-18,5%, para 14.589 tCO₂e), abaixo da mediana nacional. Contudo, o crescimento sustentado das emissões de resíduos contrasta com essa trajetória positiva e reforça a urgência de investimentos em tratamento de esgoto e destinação de resíduos, área que concentra os piores indicadores relativos do município frente ao Brasil.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.9%

2024

70
31.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

85.5%

2021

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

Perda de água

SNIS/SINISA

25.0%

2024

61
9.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

56.0%

2022

21
11.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

23.5%

2022

35
35.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

86.360 tCO₂e

2024

64
14.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.430 tCO₂e

2024

36
140.8% no período

Emissões de energia

SEEG

14.589 tCO₂e

2024

55
18.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

14

2016

7
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.