FlexeirasAL

9.767 habitantes · IBGE 2702801

IA

Resumo socioambiental

Flexeiras/AL apresenta um quadro de saneamento contrastante e um dado crítico que exige verificação imediata: a cobertura de água caiu de 53,4% (2023) para 0,0% em 2024, uma queda de -100%, colocando o município no percentil 1 nacional — muito abaixo da mediana do Brasil (73,2%) e da própria UF (72,8%). Esse valor destoa completamente da série histórica, que oscilava entre 43% e 65% desde 2010, sugerindo possível falha de reporte ao SNIS/SINISA em 2024, e não necessariamente colapso operacional do sistema; recomenda-se checagem junto ao prestador local antes de qualquer decisão baseada nesse indicador.

Em esgotamento sanitário, a situação é mais favorável: a coleta atingiu 64,7% em 2024 (percentil 54, acima da mediana nacional de 59,9% e bem acima da UF, 30,7%), ainda que em queda frente aos 100% registrados entre 2014 e 2021. O tratamento de esgoto está em 80,2% (2024), no percentil 86 nacional, também superior à mediana do país (33,3%) e muito acima da UF (10,4%) — um resultado de destaque para Alagoas. Por outro lado, a perda de água é elevada, 55,2% em 2024, no percentil 87 (quanto maior, pior), acima da mediana nacional (29,1%) e próxima do padrão já ruim da UF (63,1%), indicando ineficiência operacional na distribuição que pode explicar parte da fragilidade do sistema de abastecimento.

Os dados do Censo reforçam a lacuna de infraestrutura: apenas 70,9% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,1%), enquanto o destino inadequado de resíduos ainda atinge 27,3% dos domicílios, quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e superior à UF (13,0%), apesar da melhora de -26,2% desde 2010. Essa disposição inadequada, contudo, não se traduz em emissões de resíduos elevadas: os 5.283 tCO₂e de 2024 ficam abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 44.

As emissões totais de GEE saltaram para 105.332 tCO₂e em 2024, alta de +159,2% desde 2010, com salto expressivo a partir de 2022 — mais que dobrando em relação a 2021 (50.981 tCO₂e). Ainda assim, o município permanece abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 42. As emissões de energia também cresceram fortemente (+98%, para 3.146 tCO₂e), mas seguem baixas frente ao Brasil (percentil 12). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016, o que limita a análise de risco hídrico extremo para o município nesse recorte temporal.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

0.0%

2024

1
100.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

64.7%

2024

54
35.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

80.2%

2024

86

Perda de água

SNIS/SINISA

55.2%

2024

13
11.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.9%

2022

41
12.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

27.3%

2022

30
26.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

105.332 tCO₂e

2024

58
159.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.283 tCO₂e

2024

56
7.7% no período

Emissões de energia

SEEG

3.146 tCO₂e

2024

88
98.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.