Flor da Serra do SulPR
4.367 habitantes · IBGE 4107850
Resumo socioambiental
Flor da Serra do Sul apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços expressivos em abastecimento de água, mas defasagens importantes em saneamento básico e manejo de resíduos. A cobertura de água atingiu 77,3% em 2022, com crescimento acumulado de +217,9% desde 2008 — trajetória consistente que já supera a mediana nacional (76,5%), embora ainda distante do patamar do Paraná (96,1%, percentil 51). A perda de água, por sua vez, está em 23,5% (2022), abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,6%), posicionando o município no percentil 33 (menor perda relativa é melhor), embora a série mostre oscilação recente, com pico de 27,2% em 2021.
O ponto crítico do dossiê é o saneamento de esgoto: apenas 55,5% dos domicílios têm coleta (2022), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e do Paraná (90,0%), situando o município no percentil 21. Coerentemente, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 36,9% dos domicílios, muito acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (5,6%) — percentil 82, indicando forte defasagem relativa apesar da melhora histórica (-32,2% desde 2010, quando era 54,4%). Essa lacuna estrutural em esgotamento sanitário ajuda a explicar por que as emissões de resíduos vêm crescendo: 4.656 tCO₂e em 2024, alta de +41,7% desde 2010, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 40).
No balanço de emissões totais de GEE, o município mostra trajetória favorável, com queda de -38,8% entre 2010 e 2024, chegando a 61.702 tCO₂e — bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 26). Entretanto, as emissões de energia cresceram +58,1% no período, atingindo 20.468 tCO₂e em 2024, já acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 52), sinalizando um vetor de emissões em expansão que merece monitoramento, ainda que compensado pela redução geral do inventário.
Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheias em 2016 (igual à mediana nacional), mas a seca observada registrou 5 ocorrências no mesmo ano, superior à mediana nacional (0), posicionando o município no percentil 76 e sugerindo maior exposição a estiagens frente ao restante do país. Em síntese, os investimentos em água têm gerado resultados visíveis, mas o atraso em coleta e destinação de esgoto permanece como principal desafio socioambiental do município, com reflexos diretos no crescimento das emissões de resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
77.3%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
23.5%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
55.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
36.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
61.702 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.656 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
20.468 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
