Flores da CunhaRS

31.973 habitantes · IBGE 4308201

IA

Resumo socioambiental

Flores da Cunha apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços no abastecimento de água mas fragilidades importantes em saneamento de esgoto e uma trajetória preocupante nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 90,5% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da média do RS (88,1%), posicionando o município no percentil 71. Entretanto, a perda de água na distribuição chegou a 35,1% no mesmo ano, superior à mediana nacional (29,9%), embora ligeiramente abaixo da média estadual (36,5%) — um indicativo de ineficiência operacional que compromete parte do ganho de cobertura.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município: a coleta estagnou em 28,2% desde 2012 (sem atualização recente), muito abaixo da mediana nacional de 87,8% e da média gaúcha de 49,5%. O tratamento de esgoto, também parado em 10,9% desde 2012, está bem aquém da mediana nacional (37,7%) e estadual (30,8%). Chama atenção a queda abrupta nos domicílios com coleta de resíduos, de 95,3% em 2010 para 40,8% em 2022 — variação de -57,2% —, colocando o município no percentil 8 nacional, apesar do indicador de destino inadequado de resíduos ser baixo (1,3% em 2022, também percentil 8, sinalizando possível mudança na metodologia de coleta censitária ou substituição por outras formas de disposição não classificadas como inadequadas).

No eixo climático, as emissões totais de GEE saltaram para 356.232 tCO₂e em 2024, alta de 57,5% em relação a 2023 e bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 74. O setor de energia foi o principal responsável, com 120.520 tCO₂e (percentil 84, muito acima da mediana de 18.929 tCO₂e), enquanto as emissões de resíduos também cresceram 60,5% no ano, atingindo 8.887 tCO₂e — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e coerente com as fragilidades do sistema de coleta e tratamento de esgoto/resíduos já identificadas.

Em infraestrutura de destinação, o município conta com apenas 2 unidades cadastradas no CTF-APP (2025), acima da mediana nacional (1 unidade) mas muito distante da média estadual (63), e sua potência hidráulica instalada é de apenas 1 MW, estável desde 2010, no percentil 21 nacional. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016. Em síntese, Flores da Cunha precisa priorizar investimentos em coleta e tratamento de esgoto — hoje muito aquém dos padrões nacionais e estaduais — e conter o crescimento acelerado das emissões de energia e resíduos, que ameaçam reverter os ganhos obtidos no abastecimento de água.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

90.9%

2024

79
7.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

0.2%

2024

0
99.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.5%

2024

24
95.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

44.8%

2024

22
28.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

40.8%

2022

8
57.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.3%

2022

92
71.6% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

2

2025

87
0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

1 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

1 MW

2024

21
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

356.232 tCO₂e

2024

26
57.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.887 tCO₂e

2024

38
60.5% no período

Emissões de energia

SEEG

120.520 tCO₂e

2024

16
63.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.