Floresta AzulBA

11.442 habitantes · IBGE 2911006

IA

Resumo socioambiental

Floresta Azul/BA apresenta em 2024 cobertura de água de 75,3%, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima ao percentil 53, mas ainda abaixo da média estadual (83,0%). A perda de água, indicador em que menor é melhor, está em 11,3%, bem inferior à mediana nacional (29,1%) e à média da Bahia (34,5%), posicionando o município no percentil 8 — um dos melhores desempenhos do país nesse quesito, embora tenha havido leve piora frente aos anos de menor perda registrados entre 2013 e 2018.

O grande ponto de atenção é o esgotamento sanitário. Embora a coleta de esgoto tenha atingido 100,0% em 2020 (dado mais recente disponível), muito acima da mediana nacional (59,9%) e da média estadual (56,9%), o tratamento desse esgoto coletado é 0,0% desde ao menos 2011. Isso significa que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que é coerente com o aumento de +32,7% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (chegando a 5.411 tCO₂e em 2024, ainda abaixo da mediana nacional de 6.191 tCO₂e). Adicionalmente, dados do Censo IBGE de 2022 mostram contradição parcial com os dados de SNIS: apenas 73,5% dos domicílios têm coleta (queda de -6,8% desde 2010) e 23,2% têm destino inadequado de resíduos, variação de +9,9% e acima da mediana nacional (14,9%) e estadual (17,1%), no percentil 65 — ou seja, entre os piores do país nesse indicador específico.

Quanto às emissões totais de GEE, o município registrou 178.616 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 57, com queda de -12,9% em relação a 2010, mas com oscilações relevantes ao longo da série. Chama atenção o crescimento expressivo das emissões de energia, que saltaram de 619 tCO₂e (2010) para 4.323 tCO₂e (2024), variação de +598,0%, embora o valor absoluto ainda seja baixo frente à mediana nacional (18.929 tCO₂e), mantendo o município no percentil 18. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para 2016, ano de referência disponível.

Em síntese, Floresta Azul apresenta infraestrutura hídrica relativamente eficiente, com baixa perda de água, mas enfrenta um gargalo crítico no tratamento de esgoto — situação que compromete o potencial ambiental da alta cobertura de coleta e pressiona as emissões ligadas a resíduos. A ausência de investimento em estações de tratamento, combinada ao aumento do destino inadequado de domicílios, sugere que os avanços em coleta não estão sendo acompanhados por infraestrutura equivalente de destinação final, um ponto prioritário para políticas públicas municipais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

75.3%

2024

53
1.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2020

36.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2020

Perda de água

SNIS/SINISA

11.3%

2024

92
6.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

73.5%

2022

44
6.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

23.2%

2022

35
9.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

178.616 tCO₂e

2024

43
12.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.411 tCO₂e

2024

55
32.7% no período

Emissões de energia

SEEG

4.323 tCO₂e

2024

82
598.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.