Floresta do AraguaiaPA
18.565 habitantes · IBGE 1503044
Resumo socioambiental
Floresta do Araguaia/PA apresenta um quadro de saneamento básico frágil e resultados ambientais preocupantes. A cobertura de água atingiu 69,2% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) mas superior à média do Pará (50,9%), posicionando o município no percentil 44. A trajetória, porém, é instável: houve salto para 95,0% em 2022, seguido de queda para 52,5% em 2023 e recuperação parcial em 2024, sugerindo problemas de continuidade operacional. Mais grave é a perda de água, que saltou para 88,3% em 2024 — muito acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (51,8%), colocando o município no percentil 99, ou seja, entre os piores do país nesse quesito, o que compromete a eficiência do sistema mesmo quando a cobertura melhora.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico: a coleta de esgoto é 0,0% desde 2015 (não há dados mais recentes informados), enquanto o tratamento, quando existente, atingiu 100% em 2022 — um resultado atípico que provavelmente reflete tratamento pontual sem coleta municipal ampla, e não universalização do serviço. Essa lacuna se reflete nos dados de domicílios: apenas 52,1% tinham coleta de resíduos em 2022 (mediana nacional 76,9%, percentil 17), e 46,9% dos domicílios ainda tinham destino inadequado de resíduos, quase o triplo da mediana nacional (14,9%) e acima da UF (23,2%), no percentil 91. Essa deficiência de gestão de resíduos é coerente com o aumento de 62,7% nas emissões de resíduos desde 2010, chegando a 8.031 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
No balanço de gases de efeito estufa, o município reduziu emissões totais em 50,9% desde 2010, para 1.506.154 tCO₂e em 2024, após pico de 4,5 milhões de toneladas em 2023 — provavelmente associado a desmatamento ou queimadas, dado o padrão errático da série. Ainda assim, o valor permanece muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 93, indicando que o setor de uso da terra continua sendo o principal vetor de impacto climático local. As emissões de energia também cresceram expressivamente (+267,4%), atingindo 46.010 tCO₂e, acima da mediana nacional, sinalizando pressão crescente do consumo energético.
Em síntese, Floresta do Araguaia enfrenta um desafio estrutural duplo: infraestrutura de saneamento incompleta e ineficiente, com perdas de água extremas e ausência de coleta de esgoto, e um perfil de emissões elevado e volátil, fortemente influenciado por uso da terra. A melhoria da gestão de resíduos e a redução de perdas hídricas devem ser prioridades imediatas, pois ambas afetam diretamente tanto a saúde pública quanto o desempenho ambiental do município frente aos parâmetros nacionais e estaduais.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
69.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2015
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
88.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
52.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
46.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.506.154 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.031 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
46.010 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
