FlorestalMG

8.386 habitantes · IBGE 3126000

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Resumo socioambiental

Florestal (MG) apresenta um quadro de saneamento em deterioração, com destaque crítico para o tratamento de esgoto, que caiu de 96,2% (2012) para 0,0% em 2022 — uma regressão completa que coloca o município abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (44,5%), apesar de haver 1 ETE registrada (2020), compatível com a mediana nacional. A coleta de esgoto também recuou de 100% (2017) para 80,4% (2021), ficando abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (85,0%). A cobertura de água segue trajetória semelhante de queda, de 95,6% (2008) para 76,1% (2022), variação de -20,4%, posicionando o município no percentil 49 nacional — praticamente na mediana, mas distante da UF (84,3%). Um ponto positivo é a perda de água, que caiu de 46,0% (2012) para 25,6% (2022), ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), indicando ganhos de eficiência operacional mesmo com a cobertura em declínio.

Em resíduos sólidos, os indicadores domiciliares mostram avanço: a coleta atende 86,3% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (86,1%), enquanto o destino inadequado caiu de 13,7% (2010) para 8,0% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima da UF (7,4%). Essa melhora na gestão domiciliar de resíduos contrasta, porém, com o aumento das emissões de resíduos no inventário de GEE, que subiram de 3.849 tCO₂e (2020) para 4.276 tCO₂e (2024, +16,6%), sugerindo que o avanço na coleta não necessariamente reduziu a geração ou o tratamento inadequado de metano em aterros ou disposição final.

O perfil de emissões totais de GEE do município é relativamente baixo frente ao Brasil: 72.542 tCO₂e em 2024 (percentil 31, bem abaixo da mediana nacional de 138.513 tCO₂e), mas com tendência de alta de 11,7% desde 2010. O crescimento mais expressivo vem do setor energético, que saltou de 5.883 tCO₂e (2010) para 17.535 tCO₂e (2024) — variação de +198%, aproximando-se da mediana nacional (18.929 tCO₂e) e sinalizando maior dependência de fontes emissoras nesse setor, apesar da presença de geração hidráulica de pequeno porte (500 kW, estável desde 2012, muito abaixo da mediana nacional de 10 MW).

Quanto a eventos hidrológicos extremos, o único registro disponível (2016) aponta 3 ocorrências de cheia, acima da mediana nacional (0), enquanto não há registros de seca no mesmo ano. A ausência de dados mais recentes limita a avaliação de resiliência climática atual, mas o conjunto de indicadores sugere que a prioridade de gestão deve ser a retomada do tratamento de esgoto — hoje inexistente — e a reversão da queda na cobertura de água, para evitar que os ganhos em eficiência operacional e gestão de resíduos sejam ofuscados por lacunas estruturais no saneamento básico.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

82.7%

2024

64
0.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

92.6%

2024

86
7.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.8%

2024

54
25.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

86.3%

2022

69
0.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

8.0%

2022

66
41.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

500 kW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

500 kW

2024

12
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

72.542 tCO₂e

2024

69
11.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.276 tCO₂e

2024

63
16.6% no período

Emissões de energia

SEEG

17.535 tCO₂e

2024

51
198.0% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.