Floriano PeixotoRS

1.694 habitantes · IBGE 4308250

IA

Resumo socioambiental

Floriano Peixoto/RS apresenta uma situação socioambiental marcada por contrastes relevantes entre saneamento de água e manejo de resíduos sólidos. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2024, muito acima da mediana nacional (73,2%) e da média do RS (86,2%), colocando o município no percentil 100. A perda de água também é destaque positivo, com apenas 6,3% em 2024 — bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (39,4%), refletindo trajetória de forte melhora desde os 31,8% registrados em 2012/2013 (percentil 3, entre os melhores do país).

O quadro se inverte no manejo de resíduos domiciliares: apenas 31,7% dos domicílios têm coleta de lixo (Censo 2022), muito aquém da mediana nacional (76,9%) e do RS (82,7%), situando o município no percentil 4 — entre os piores do Brasil. Consequentemente, o destino inadequado de resíduos atinge 65,5% dos domicílios, contra mediana nacional de 14,9% e UF de apenas 4,5% (percentil 99), configurando um dos principais passivos ambientais do município. Chama atenção que, apesar desse cenário crítico de coleta, as emissões de resíduos em tCO₂e permanecem baixas (1.414 tCO₂e em 2024, percentil 5), sugerindo que a metodologia de estimativa de emissões não captura integralmente o impacto da disposição inadequada, o que reforça a necessidade de expandir a cobertura de coleta como prioridade de gestão.

Em relação a esgoto, os dados mais recentes disponíveis (2010) mostram coleta de 95,9% e tratamento de 22,1%, ambos superiores à média da UF na coleta, mas com tratamento abaixo da mediana nacional (33,3%) e da UF (30,1%) — indicando lacuna entre coletar e efetivamente tratar o esgoto, ainda que a ausência de dados mais recentes limite a análise de tendência.

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram para 19.371 tCO₂e em 2024, uma redução de 80,3% frente a 2010, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 8). As emissões de energia (1.894 tCO₂e) e de resíduos também estão entre as mais baixas do país. Não há registros recentes de eventos extremos (cheias e secas restritos a 2016), o que impede avaliar tendências hidroclimáticas atuais. Em síntese, o município exibe excelência em infraestrutura hídrica, mas precisa priorizar investimentos em coleta de resíduos sólidos e em tratamento de esgoto para reduzir riscos sanitários e ambientais associados ao alto percentual de destinação inadequada.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
0.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

95.9%

2010

4.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

22.1%

2010

0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

6.3%

2024

97
68.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

31.7%

2022

4
26.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

65.5%

2022

1
12.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

720 kW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

720 kW

2024

15
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

19.371 tCO₂e

2024

92
80.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.414 tCO₂e

2024

95
1.0% no período

Emissões de energia

SEEG

1.894 tCO₂e

2024

94
16.9% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.