FlorianoPI
64.150 habitantes · IBGE 2203909
Resumo socioambiental
Floriano/PI apresenta um quadro socioambiental de contrastes acentuados. O abastecimento de água é o ponto forte do saneamento local, com cobertura de 98,8% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e do próprio estado (73,0%), posicionando o município no percentil 85. Entretanto, essa infraestrutura convive com perdas de água elevadas e crescentes, atingindo 69,1% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à média do Piauí (46,4%), colocando o município no percentil 96, ou seja, entre as piores situações do país nesse quesito. Essa combinação sugere rede de distribuição extensa, mas com problemas graves de manutenção e eficiência operacional.
O esgotamento sanitário é a fragilidade mais evidente do município. A coleta de esgoto, embora tenha crescido expressivamente (+696,1% desde 2015), atingiu apenas 30,5% em 2021, ainda distante da mediana nacional (87,8%) e mesmo da média estadual (43,5%), situando Floriano no percentil 17. O tratamento de esgoto é ainda mais crítico, com apenas 6,9% em 2022, contra mediana nacional de 37,7%, sustentado por uma única ETE no município. Por outro lado, os dados do Censo indicam avanços na gestão de resíduos domiciliares: a coleta de lixo alcançou 88,3% dos domicílios em 2022, e o destino inadequado caiu para 10,8%, redução de 42,4% em relação a 2010, situando o município em posição mediana no cenário nacional (percentil 41).
O aspecto mais alarmante do dossiê é o salto nas emissões de gases de efeito estufa, que passaram de 678 mil tCO₂e em 2023 para 2.817.155 tCO₂e em 2024, variação de +1.226,5% desde 2010, colocando Floriano no percentil 97 nacional — um patamar muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos também cresceram de forma consistente, atingindo 44.332 tCO₂e em 2024, coerente com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e o baixo percentual de destinação adequada de resíduos, reforçando a relação entre lacunas de saneamento e pressão sobre o balanço de emissões municipal. As emissões de energia, embora menores em volume (184.941 tCO₂e), também superam a mediana nacional.
Na frente de energia renovável, o município acompanha uma tendência positiva, com potência solar instalada saltando de 120 kW em 2019 para 2 MW em 2024, variação de quase 20 vezes, embora ainda abaixo da média estadual (2.404 MW). Os registros de eventos hidrológicos de 2016 indicam maior exposição a episódios de seca (9 registros) do que de cheia (1 registro), ambos acima da mediana nacional daquele ano. Em síntese, o desafio prioritário para gestores é o esgotamento sanitário, cuja baixa cobertura e tratamento comprometem tanto a saúde pública quanto o expressivo aumento nas emissões de GEE, exigindo investimento articulado entre infraestrutura de esgoto, redução de perdas de água e gestão de resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
83.8%
2023
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
21.0%
2023
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
21.7%
2023
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
70.2%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
88.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
10.8%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
2.817.155 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
44.332 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
184.941 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
9
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
